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DICAS DE HOMILIA - 3º Domingo do Advento

 

 

(Is 61,1-2a.10-11 / Ct. Lc 1 / 1Ts 5,16-24 / Jo 1,6-8.19-28)

 

Alegrai-vos no Senhor - Deus é Fiel - Testemunhas da Luz

 

O Terceiro Domingo do Advento é conhecido como “Gaudete”, isto é, o Domingo da Alegria, esta denominação deve-se ao fato de que a antífona de entrada começa com o imperativo: “Alegrai-vos!”, e também devido aos textos das leituras que trazem esse convite à alegria no Senhor. Tal alegria se baseia na certeza de que Deus é Fiel ao chamado feito aos seus, comunicando-lhes a sua presença que se torna causa da esperança e da alegria de seus filhos e filhas. Por isso, imbuídos de tal alegria, fruto da presença constante do Senhor em suas vidas, todos são chamados a tornarem-se, à exemplo de João Batista, testemunhas fiéis da Luz, que é o próprio Cristo, nascido no Natal.

 

O convite à alegria perpassa toda a Liturgia da Palavra desse Terceiro Domingo do Advento, está presente seja na Primeira Leitura, no Salmo e na Segunda Leitura. Não há como separar a alegria que deve encher o coração dos fiéis da fidelidade de Deus às suas promessas, que é o motivo da grande alegria proposta na Liturgia desse Terceiro Domingo do Advento. O Senhor se manifesta fiel ao seu povo no momento em que deviam reconstruir as ruínas de sua terra, bem como, coloca-se ao lado daqueles que chamou para si, como diz São Paulo na Segunda Leitura. O Salmo, retirado do Evangelho de Lucas, canta a alegria do coração da Virgem Maria, por saber que o Senhor é fiel e vem na direção de todos os que mais necessitam.

 

Na Primeira Leitura, o povo de Israel, enfrentando as dificuldades do  retorno à sua terra, sente-se desolado e cansado, em meio aos muitos trabalhos de reconstrução de tudo o que encontraram destruído, depois dos longos anos passados no Exílio. O profeta Isaías faz a experiência da alegria, fruto da certeza de que Deus é fiel às suas promessas, fazendo com que o seu coração se encha de uma alegria concreta e firme, pois sabe-se acompanhado pelo Senhor que lhe conferiu a sua vocação. Desse modo, com o coração firmado nas promessas de Deus, ele reconhece as dificuldades do povo, percebe o seu cansaço e as suas dores e coloca-se ao lado dos que estão caídos e abatidos, para lhes comunicar a grande boa notícia do tempo da graça de Deus. Enviado pelo Senhor, ele é porta voz da verdade que Deus vem em socorro de seu povo, para libertá-lo, curá-lo e ajudá-lo na reconstrução de seu país, da cidade Santa de Jerusalém. Deus é fiel às suas promessas e coloca-se próximo ao seu povo, caminha com ele lhe deseja devolver toda a glória e beleza, como um noivo para com a sua amada noiva.

 

O mesmo se percebe na Segunda Leitura, quando o apóstolo Paulo exorta os irmãos tessalonicenses a manterem-se firmes na alegria, fruto de sua confiança no Senhor que é sempre fiel. Tal atitude de vida nasce no coração daqueles que se deixam moldar pela ação do Espírito Santo que continuamente trabalha, moldando os discípulos e discípulas segundo o coração do Mestre. A alegria da qual o apóstolo fala é fruto do Espírito, um evento da graça de Deus que enche o coração dos fiéis, que apesar das dificuldades da vida, têm os seus olhos fixos no autor de sua fé. Por isso, são capazes de reconhecer sempre a sua presença, fiel e constante, guiando-os em todos os seus caminhos.

 

A consciência amadurecida, nascida na intimidade com o Senhor, é capaz de manter firmes aqueles que decidiram seguir Jesus Cristo. Esses sabem que nada no mundo, nem a perseguição, nem a aflição, nenhum mal ou dificuldade de qualquer tipo pode lhes separar do amor Daquele que os escolheu e é sempre fiel. A resposta que nasce no coração dos discípulos e discípulas, diante de tão grande amor, é a vivência dos valores do Evangelho, uma vida comprometida, como diz a Primeira Leitura em ser um sinal de Deus para todos. A gratuidade, o serviço aos irmãos, a doação da vida, a defesa dos pequenos e empobrecidos devem estar presentes na vida daqueles que sentem-se atingidos pelo amor fiel de Deus e nele se alegram. Assim como se canta no Salmo Responsorial, retirado do Magnífica, cantado por Maria: A minha alma se alegra no meu Deus. Essa alegria lança raízes no fato de que Deus olha com misericórdia para os pequenos e pobres, para os famintos e humildes.

        

O Evangelho desse Domingo apresenta, mais uma vez, a figura de João Batista, que vem como testemunha da Luz verdadeira, indicando a presença do Senhor no meio do povo. No coração dele está a certeza de que Deus é fiel às suas promessas e em suas palavras percebe-se a alegria própria daqueles que encontram o Senhor. Ele não é a Luz, não é o Cristo, não é Elias, mas, enviado por Deus, ele é a testemunha da Luz. Sua missão é a de preparar os caminhos do Senhor, dando testemunho Daquele que é o esperado e já está presente no meio do povo, a luz verdadeira que ilumina a todos os que o acolherem. Na verdade, o testemunho de João Batista nasce em sua experiência com o Senhor, no seu reconhecimento de ser o amigo do esposo (Jo 3,29-30). Desse modo a alegria dele estava baseada no fato de que muitos pudessem ouvir a sua voz e se dirigirem ao Filho de Deus feito homem. Em sua proclamação, João manifestava a sua intimidade com o Senhor e o seu desejo de que ele fosse por todos acolhido. Por isso, como testemunha da Luz, ele foi antes de mais nada por Cristo iluminado, sua vida foi invadida pela Luz do Senhor, o que fez dele o seu grande mensageiro. Assim como João Batista, também Paulo e tantos outros, puderam, com as palavras e com a vida, afirmar: Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim (Gl 2,20).

        

João Batista foi uma voz firme, juntos a todos que de longe vinham ser por ele batizados, do mesmo modo o foi Isaías junto aos que retornavam do Exílio da Babilônia. A grande convocação foi a da acolhida do Senhor que é sempre fiel às suas promessas e não tarda em vir em socorro dos seus filhos e filhas. Tal anúncio é capaz de encher os corações de uma alegria verdadeira, que não se apaga em meio as dificuldades da vida e aos problemas enfrentados, mas, permanece firme, fundamentada no amor de Deus. Desse modo, todos os que ouvem a voz do Senhor e abraçam o seu caminho passam a viver movidos pela certeza de seu chamado e pela confiança na presença, sempre constante do Senhor, em seus caminhos. São formados como verdadeiras testemunhas da Luz, sinais visíveis da presença de Deus na história e, por meio de suas palavras, de seus gestos e de suas ações, continuam anunciando, ainda hoje, o que João Batista um dia testemunhou. Um convite feito a todos para que reconheçam que o Senhor está perto, está no meio dos seus e espera ser acolhido por todos para celebrar a grande festa dos filhos e filhas de Deus. A festa da partilha e da solidariedade, do compromisso com os pequenos e pobres, da profecia e da promoção da justiça, todos frutos do ano da graça de Deus.

        

Que nesse Terceiro Domingo do Advento todos sejam tocados pela Palavra do Senhor e depositem Nele, que é fiel, a sua confiança, a fim de que os corações se encham da verdadeira alegria. Essa que está presente na vida dos que no Senhor colocam a sua esperança e caminham com Ele como seus discípulos e discípulas. De modo que, firmados no caminho do seguimento do discipulado missionário, tornem-se testemunhas vivas e verdadeira da Luz que é Cristo, anunciando com a vida o Senhor que está no meio de nós.

                           

Pe. Andherson Franklin Lustoza de Souza

 

 

 

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