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09.06.2021

DICAS DE HOMILIA - 11º Domingo do Tempo Comum

A Semente do Reino - A Formação dos Discípulos Missionários - Os sinais do Reino de Deus

 

 

(Ez 17,22-24 / Sl 91 / 2Cor 5,6-10 / 

 

A Semente do Reino - A Formação dos Discípulos Missionários - Os sinais do Reino de Deus

 

A liturgia desse Décimo Primeiro Domingo do Tempo Comum propõe algumas imagens que refletem o mistério do Reino de Deus no coração dos discípulos e na história. De fato, a Semente lançada é o sinal do Reino que cresce e se multiplica de forma misteriosa, segundo o desejo de Deus. Quando o Reino é acolhido no coração do homem, é capaz de crescer e produzir frutos, fazendo surgir os verdadeiros discípulos missionários, formados pela Palavra aos pés do Mestre. Estes se tornam sinais do Reino e, por meio da graça divina, deixam crescer, multiplicam e partilham, o que receberam em seus corações.

        

A imagem da semente encontrada no Evangelho de Marcos é utilizada para designar o Reino de Deus, seja pela descrição daquela que cresce e se multiplica, quanto pela indicação do minúsculo grão de mostarda que se torna um grande arbusto. Na primeira parte da parábola, a atenção está colocada na forma misteriosa com que cresce a semente plantada na terra. Já na segunda parte, o olhar recai sobre a pequenez do grão de mostarda e a grandiosidade do arbusto que dele surge. O autor do Evangelho, ao ressaltar o mistério do germinar da semente indica a força da graça de Deus no crescimento do Reino. É o desejo de Deus fazer crescer o que Ele plantou no coração dos homens, pois, é por meio de sua graça que os frutos irão surgir. De fato, quando acolhida a semente do Reino, capaz de produzir fruto, ela faz surgir os sinais próprios do Reino no coração daquele que a acolhe. Sendo assim, no mistério da semente que cresce de dia e de noite está apresentada a força da graça, que age na vida dos homens fazendo multiplicar o que acolheram em seus corações. O desejo é de Deus de fazer crescer o que foi plantado, todavia, cabe ao homem acolher e deixar-se formar pela graça divina, que trabalha sempre no seu coração.

        

No que diz respeito à segunda parte da parábola, a imagem do grão de mostarda e o arbusto que ela se torna, ressalta a força e vitalidade encontrada nos pequenos gestos, que são sinais do Reino. De fato, o tamanho do grão de mostarda comparado com o que dele surge, isto é, o arbusto descrito no Evangelho, traz à tona que nada é pequeno demais quando diz respeito ao Reino. Se por um lado a semente que cresce de forma misteriosa é um sinal da graça de Deus, também o é, o mistério de que algo tão pequeno possa crescer tanto. Sendo assim, tanto a semente que cresce e se multiplica, quanto o pequeno grão de mostarda que se desenvolve mais do que era esperado são sinais claros do Reino de Deus. Pois quando acolhido e plantado no coração do homem, desenvolve-se e cresce, trazendo para aquele que o acolheu a fecundidade própria do Reino. Desse modo, a semente do Reino torna-se fruto no coração e na vida daquele que o acolhe, de forma misteriosa ele cresce, formando assim, um verdadeiro discípulo missionário, sinal do Reino de Deus.

        

No coração do fiel o Reino é lançado como uma semente e cresce, fazendo com que os frutos possam aparecer, de fato, esse é o desejo do Senhor para todos os batizados. Isto é, que sejam formados como verdadeiros discípulos missionários, ou seja, homens e mulheres que acolhem a fecundidade do Reino e se deixam tocar pela graça divina que os fará produzir muitos frutos. Como indica a Primeira Leitura e o Salmo, é o desejo de Deus plantar e fazer crescer o justo como uma palmeira, capaz de produzir folhagem e frutos, próprios da graça divina. Sendo assim, o fiel chamado a caminhar com o Senhor e inserido num percurso de crescimento na fé, a fim de que seja formado como um verdadeiro discípulo missionário, sinal claro do Reino de Deus. Todavia, a fim de que seja formado faz-se necessário um compromisso do fiel com o Senhor e uma abertura total à graça de Deus. Pois somente aos pés do Mestre e sob os seus cuidados e direção é que o fiel será capaz de dar o passo de maturidade na fé que é o ingresso no caminho do discipulado missionário. O texto do Evangelho nas palavras finais, indica que o Senhor explicava tudo para os seus discípulos, isto é, fazia-lhes compreender profundamente o significado das parábolas. Tal indicação é fundamental para o caminho do discipulado e a formação do verdadeiro discípulo missionário, pois, somente aos pés do Mestre ouvindo e acolhendo a sua Palavra é que os mesmos são formados. De fato, quando o fiel acolhe o Reino, como uma semente plantada em seu coração, tem início a um caminho que o levará a tornar-se um verdadeiro discípulo de Cristo. Todavia, apesar de ser fruto da graça de Deus que age misteriosamente, esse caminho depende também da abertura e constância daquele que foi fecundado pela Palavra do Reino. Desse modo, a fim de que se torne um sinal do Reino, isto é, um verdadeiro discípulo missionário, o fiel deve manter-se sempre constante e vigilante. Pois, a constância garante que ele continue a receber tudo o que o fará crescer, segundo a estatura de Cristo e a vigilância o tornará capaz de rejeitar o que poderá roubar o que em seu coração fora plantado. Desse modo, de forma misteriosa, pela ação da graça e o compromisso do fiel, ele será formado como um verdadeiro discípulo, capaz de fazer de sua vida um sinal do Reino.

        

Quando a Liturgia propõe que a semente do Reino cresce de modo misterioso e que de algo tão pequeno, quanto o grão de mostarda, pode surgir um grande arbusto, deseja alertar sobre os sinais do Reino de Deus. De fato, como dito, quando acolhido o Reino produz frutos no coração dos fiéis e se torna presente em suas vidas, de modo que seja reconhecido por todos. Sendo assim, os discípulos missionários formados pela acolhida do Reino e pela força da graça de Deus são convidados a serem, no mundo sinais claros do Reino. De maneira especial pelo amor concreto que é grande sinal da graça de Deus acolhida no coração de cada um. Pois, o amor para com o próximo é o grande sinal do Reino de Deus, indica o caminho do discipulado e é condição necessária para a construção de um mundo mais justo e solidário.  Pois, somente na gratuidade do amor mútuo, pela qual os irmãos se comprometem por meio de laços de fraternidade e comunhão, é que o Reino se torna presente nas Comunidades Eclesiais de Base. Sendo assim, o amor concreto é o grande fruto que a graça de Deus deseja produzir no coração dos discípulos, como um sinal do Reino de Deus. Pois, é somente na vivência do amor fraterno, capaz de se solidarizar e compadecer, tornar-se próximo e carregar os pesos uns dos outros, que o Reino de Deus se torna realidade no coração dos discípulos missionários.

        

Que a liturgia desse Décimo Primeiro Domingo do Tempo Comum desperte os corações para a acolhida da Semente do Reino, condição necessária para a formação de verdadeiros discípulos missionários. De modo que, todos sejam tocados pela graça e convidados a iniciarem o caminho do discipulado missionário, caminho de seguimento do Mestre, lugar de formação de verdadeiros cristãos. A fim de que, formados pela Palavra e sustentados pela graça divina, todos se tornem sinais claros do Reino de Deus, por meio de um amor renovado e concreto, principalmente na direção dos que mais precisam. 

 

Pe. Andherson Franklin Lustoza de Souza

 

 

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