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27.05.2021

DICAS DE HOMILIA - Domingo da Santíssima Trindade

O Testemunho do Amor - Filhos e Filhas do Amor - Testemunhas do Amor

 

 

(Dt 4,32-34.39-40 / Sl 32 / Rm 8,14-17 / Mt 28,16-20)

 

O Testemunho do Amor - Filhos e Filhas do Amor - Testemunhas do Amor

 

Na liturgia da Solenidade da Santíssima Trindade a Igreja se coloca diante do mistério do Amor de Deus, diante do qual cabe ao homem o silêncio e a contemplação, de tão grande mistério. A Primeira Leitura ressalta o valor da Lei de Deus, isto é, o Testemunho do amor divino deveria estar gravado no coração de cada homem e mulher. Esses que são tornados filhos e filhas, por meio do Amor de Cristo que se doa pelos pecados de todos, resgatando e unindo a humanidade para sempre ao Pai. Sendo assim, formados nessa relação de Amor é que nascem os verdadeiros discípulos missionários, capazes de se tornarem testemunhas fiéis do Amor divino, pelo anúncio do Evangelho.

        

A Primeira Leitura do Livro do Deuteronômio indica a postura que os filhos de Israel deveriam ter em relação aos mandamentos, isto é, à Lei do Senhor Deus. Eles deveriam trazê-La gravada em seus corações, de modo que fossem capazes de ser fiéis ao Senhor que diante deles realizou prodígios e sinais, frutos de Seu grande amor por seu povo escolhido. Todavia, para que a Leitura seja bem compreendida é necessário uma compreensão mais profunda sobre a Lei e o seu valor para Israel. A Lei é em primeiro lugar "Palavra do Senhor", que deve ser escutada e acolhida no coração dos filhos de Israel, consiste em orientações básicas e seguras que visam promover e preservar a liberdade alcançada, pela ação libertadora do Senhor. A Lei, que é o Testemunho do amor libertador de Deus, está diretamente relacionada com a promoção da vida plena para todos e a construção de uma sociedade justa e fraterna, liberta e nova. Ela deve garantir que Israel não se desvie do caminho proposto na direção da construção de uma terra sem males, onde todos têm lugar evitando assim que os filhos e filhas de Deus retornem ao estado e à situação de escravidão que viviam no Egito. Separar assim, a Palavra da Lei da experiência de libertação do Egito, sinal claro do Amor de Deus por seu povo eleito, é perder aquilo que é essencial à mesma, isto é, garantir um tempo novo para seus filhos e filhas. Desse modo, a Lei é sinal claro do cuidado, um Testemunho fiel do amor de Deus para com o povo que libertou e conduziu pelo deserto. Desse modo, a Lei é o fruto da experiência que Israel faz de ser amado por Deus, algo que se deu num longo processo de maturação religiosa e social. Como Testemunho do Amor divino, ela é colocada no final do percurso de formação da consciência de Israel enquanto povo amado, liberto, escolhido por Deus e consagrado, a fim de que se torne um sinal do Amor de Deus e de sua bênção para todas as nações.

        

Diante do imenso amor de Deus, o apóstolo Paulo, dirigindo-se aos Romanos, indica que a humanidade inteira é inserida na comunhão profunda com o Pai, por meio de Cristo. De fato, em sua entrega na Cruz, sinal claro do Amor de Deus, todos são feitos filhas e filhos de Deus, isto é renascem para uma vida nova, fruto do amor divino. Na Segunda Leitura, a palavra filhos aparece quatro vezes, algo que indica claramente a relação nova com Deus, revelado como Pai, a todos os que aderem à Fé em Cristo. Pois, unidos a Ele, na experiência de amizade e seguimento, todos são, gradativamente, mergulhados no mistério do Amor divino, que se derrama por meio de Cristo. Sendo assim, o fiel cristão deve se entender como filho do Amor, não somente por ter nascido em Cristo, como nova criatura, mas também, por receber gratuitamente do amor do Pai todos os dias. Desse modo, segundo São Paulo, o Espírito Santo é o que une e, ao mesmo tempo, conduz os filhos e filhas de Deus a fazerem a experiência profunda do Seu Amor. De fato, o Espírito é Aquele que, ao tocar os corações dos fiéis, desperta neles a verdade do Amor divino, de modo que todos sejam conduzidos por esse mesmo amor. Como convida a Leitura da Carta aos Romanos, todos os que se deixam conduzir pelo Espírito Santo são os verdadeiros filhos e filhas de Deus. Isto é, capazes de acolherem e tornarem-se testemunhas do Amor do Pai, sinais claros do amor que recebem e são chamados a doar, principalmente aos que mais precisam. Sendo assim, a filiação divina, dom gratuito do Amor de Deus, traz em si também uma vocação e missão, ou seja, implica num compromisso que deve ser assumido por todos. De fato, aquele que é filho de Deus, formado na escola de Seu Amor gratuito é convidado a ser um missionário do Amor divino, por meio de suas palavras e ações. Ser capaz de tocar a vida dos homens e mulheres com os gestos concretos de solidariedade e compaixão, frutos do Amor que recebeu do Pai. 

        

A experiência do Amor de Deus que a todos torna filhos e filhas, testemunhas do Seu Amor de Pai, é reconhecida no Evangelho proclamado na Solenidade da Santíssima Trindade. Segundo o texto de Mateus, os discípulos se reúnem ao redor do Senhor sobre um monte na Galiléia, lá reconhecem o Senhor e recebem dele o seu mandato missionário: "Ide, portanto, e fazei com que todas as nações se tornem meus discípulos" (Mt 28,19). Nas palavras finais do Evangelho está a indicação clara que a missão da Igreja é a de ser Testemunha do Amor, fazendo com que todos se tornem discípulos missionários, na certeza de que quem a acompanha é o próprio Senhor. O relato do Evangelho é significativo no que diz respeito ao encontro com Cristo Ressuscitado e o fruto deste encontro, ou seja, a Missão. Pois, o evangelista indica que os discípulos estavam reunidos ao redor do Senhor sobre um monte na Galiléia, lá reconhecem o Senhor e recebem dele o seu mandato missionário: "Ide, portanto, e fazei com que todas as nações se tornem meus discípulos". Tais palavras trazem em si o envio missionário, algo que todos aqueles que se reconhecem como filhos e filhas de Deus, aqueles que seguem Jesus Cristo como seus discípulos missionários são chamados a acolher. De fato, nas palavras finais do Evangelho está a indicação clara que a missão da Igreja é a de ser Testemunha do Amor, fazendo com que todos se tornem discípulos de Cristo, na certeza de que quem a acompanha é o próprio Senhor.

        

Ao encontrarem o Senhor, os discípulos se prostram com o rosto em terra, sinal de reconhecimento da divindade de Jesus, pois sabem estar diante do Ressuscitado.     Jesus menciona a autoridade que lhe foi conferida – “Toda autoridade...” (Mt 28,18). Essa é a expressão da potência criadora de Deus, manifestada no seu gesto de amor de recriar a humanidade na ressurreição de Cristo, adotando todos os homens e mulheres como filhos e filhas. Sendo assim, os que são feitos filhos e filhas de Deus, seguidores de Jesus Cristo, como discípulos missionários, são chamados e enviados pelo Senhor para a missão de serem testemunhas do Amor de Deus. Uma missão que se realiza no dia a dia da vida, por meio dos gestos concretos de amor e compaixão, sinais do Amor de Deus derramado em seus corações. Desse modo, a missão dos filhos e filhas de Deus, formados na comunidade dos discípulos, é a de fazer novos discípulos, conduzindo todos a fazerem a experiência do Amor de Deus.

        

Que a liturgia da Solenidade da Santíssima Trindade possa tocar nos corações de todos, de modo que reconheçam os mandamentos da Lei de Deus, como o Testemunho de seu Amor por seus filhos e filhas. A fim de que todos possam acolher o gesto do Amor divino que em Cristo reconciliou o mundo consigo e a todos adotou como filhos e filhas. De modo que, cada fiel, mergulhado no Amor de Deus, em Cristo manifestado e o seguindo como seu discípulo missionário acolha também o envio para a missão. Isto é, ser um sinal, uma Testemunha do Amor do Pai que a todos convida para a comunhão, por meio da adesão da Fé em seu Filho Único.

 

Pe. Andherson Franklin Lustoza de Souza

 

 

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