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04.02.2021

DICAS DE HOMILIA - 5º Domingo do Tempo Comum

A Alegria do Evangelho - A Potência do Evangelho - O Envio do Evangelho

 

 (Jó 7,1-4.6-7 / Sl 146 / 1Cor 9,16-19.22-23 / Mc 1,29-39)

 

A Alegria do Evangelho - A Potência do Evangelho - O Envio do Evangelho

 

A Liturgia do Quinto Domingo do Tempo Comum é marcada pelo Evangelho, isto é, o anúncio da Boa Notícia que é capaz de trazer ao coração dos homens a alegria e o poder de Deus, formando-os como discípulos missionários e enviado-os a pregar e viver os valores do Reino de Deus. Na Segunda Leitura, Paulo se dirige aos coríntios testemunhando a Alegria do Evangelho que  invadiu o seu coração e o fez dele portador e anunciador. No texto de Marcos, Jesus anuncia a Palavra de Deus e a força que desse anuncio brotava curava as pessoas, um poder que vem do Evangelho que é capaz de sarar as feridas e fazer surgir novos discípulos, à exemplo da sogra de Pedro. Nesse encontro com a Alegria e a Potência do Evangelho são formados novos homens e mulheres enviados a testemunhar o que de Deus gratuitamente receberam.

        

Na Segunda Leitura, o texto de Paulo enviado aos coríntios traz por cinco vezes, de forma explícita e outras duas, de forma implícita, a palavra Evangelho. Todavia, é importante ressaltar que quando o apóstolo utiliza essa palavra, ele não se refere aos Evangelhos como todos conhecem, isto é os quatro Evangelhos do Novo Testamento. O Evangelho para Paulo é o próprio Jesus, ele tem um conteúdo específico que é o Cristo morto pelos pecados dos homens e ressuscitado para a sua salvação. Neste sentido, ao utilizar várias vezes a mesma palavra, o apóstolo sempre se refere à Cristo Morto e Ressuscitado, e Ele o que Paulo abraçou, viveu e anunciou. Desse modo, ao dirigir-se à comunidade de Corinto, o apóstolo Paulo expressa a sua grande alegria em ter sido conquistado pelo Evangelho, isto é ter sido chamado e envolvido por Cristo para se tornar o que ele foi, o maior apóstolo missionário da Igreja.

        

A Alegria do Evangelho está presente no discurso e na vida missionária de Paulo, o seu encontro com o Senhor Jesus foi único e mudou a sua vida para sempre, fazendo com que ele, de perseguidor dos cristãos se tornasse testemunha fiel de Cristo. O grande motivo de Alegria do apóstolo foi o de ter sido conquistado por Cristo, sua glória está no fato de anunciar a cruz do Senhor para que todos sejam salvos por Ele. Desse modo, o que ele anuncia foi gerado em seu coração e na experiência feita com o Senhor que o chamou para si e o formou como seu discípulo missionário. Não uma Alegria passageira e fugaz que poderia ter sido perdida e diminuída logo nas primeiras perseguições e dificuldades que o apóstolo mesmo passou. Ao contrário, uma Alegria que tem bases sólidas na experiência que ele fez com o Senhor, algo que invadiu o seu coração a ponto de poder dizer com convicção: "ai de mim se não anunciar o Evangelho", em outras palavras, se não anunciar o Senhor Jesus Cristo. Desse modo é possível afirmar que o coração do apóstolo Paulo era movido por sua experiência pessoal e contínua com o Senhor, alimentada no fato dele estar sempre com Cristo, a ponto de afirmar: Não sou eu quem vivo mas é Cristo que vive em mim" (Gl 2,20). A Alegria do Evangelho, ou seja, a Alegria de Cristo invadiu o coração e a vida de Paulo, fazendo com que ele experimentasse a potência do Evangelho e dele se tornasse uma testemunha fiel. O apóstolo testemunhou aquilo que o próprio Jesus muitas vezes disse, isto é, que a grande alegria que deve invadir os corações é a verdade de que Deus olhou com compaixão para o seu povo e veio em sua direção. A Alegria do Evangelho é salvação oferecida a todos, o cuidado de Deus para com os pequenos e pobres, sua compaixão para com os que sofrem e a sua opção preferencial pelos pequenos e pobres.

        

No texto de Marcos, assim como na Segunda Leitura, é possível ver a Potência do  Evangelho presente no anúncio de Jesus do Reino de Deus. A Palavra de Jesus era acompanhada pelos gestos do poder de Deus, libertando os cativos, curando os enfermos e convidando as pessoas ao seu seguimento. A Potência do Evangelho se manifesta de modo claro nas palavras e nas atitudes de Jesus, no modo como Ele se colocava diante das pessoas que a Ele se dirigiam, como as acolhia, curando-as e oferecendo a elas a face amorosa de Deus. Algo que se comprova não somente pelos milagres e prodígios, mas, principalmente, pelo fato de que as pessoas tocadas desejam seguir o Senhor, como seus discípulos e discípulas missionários. Isso é visto na cura da sogra de Pedro, segundo o relato do Evangelho, a mulher estava doente e o Senhor aproximou-se dela e a febre a deixou. De fato, as doenças e males, eram compreendidos como sendo manifestações do mal, por isso, as curas não deveriam ser somente entendidas pelo seu aspecto físico. Isso significa que, quando Jesus curava alguém, essa pessoa era liberta plenamente, isto é, a sua cura não se limitava ao aspecto físico, mas, atingia todas as dimensões de sua vida.   

 

Desse modo, ao ser curada, a sogra de Pedro coloca-se à serviço, tal gesto não deve ser entendido, como o serviço daquela que deseja acolher em casa uma visita, mas, deve ser comparado ao serviço dos diáconos, ou seja, daqueles e daquelas que se colocam, de modo gratuito à serviço dos irmãos e irmãs. Por isso, ao ser tocada pela Potência do Evangelho, que é o próprio Jesus, como mesmo afirma Paulo, a sogra de Pedro torna-se uma servidora, uma discípula missionária de Cristo. Sendo assim, seja no caso de Paulo que se encontrou com o Senhor na estrada de Damasco e foi por Ele conquistado, quanto pela experiência feita pela sogra de Pedro, ambos experimentaram, na própria vida, a Potência do Evangelho. Foram tocados pela Palavra e pela presença de Cristo que os fez nascerem de novo para uma vida nova, formados aos pés do Mestre como discípulos a serem enviados em missão. Essa é a força do Evangelho, isto é, a sua Potência, capaz de fazer surgir no coração dos que a ele se abrem a novidade de Deus. De modo que a novidade do Evangelho, seus valores possam ser a marca fundamental nas atitudes e no modo de vida daqueles que são chamados ao discipulado missionário.

        

Como dito, o conteúdo do Evangelho é a marca da Liturgia da Palavra desse Quinto Domingo do Tempo Comum. Algo que está presente seja na experiência de Paulo que foi inundado pela Alegria de Cristo, bem como pela cura da sogra de Pedro. Visto que ambos experimentaram a Potência do Evangelho em suas vidas, tendo sido tocados, curados e enviados pela força da Palavra de Cristo. Todavia, aquele que é tocado pelo Evangelho, isto é, encontra Cristo e por Ele é renovado, na Alegria de sua Palavra e na Potência de sua graça, torna-se também sua testemunha. Isso é visto na vida de Paulo, dos discípulos de Cristo e também, no texto do Evangelho, na vida da sogra de Pedro. Na Segunda Leitura o apóstolo afirma que pregar o Evangelho é uma obrigação que lhe foi imposta, ele o faz gratuitamente e livremente, mas também como um compromisso de vida. Ele mesmo, em outras passagens, afirma ter sofrido perseguições, prisões e outras dificuldades por ter acolhido a missão de anunciar o Evangelho. A missão que o Evangelho confiou ao apóstolo, isto é, a missão que recebeu do próprio Senhor foi a de anunciá-Lo aos irmãos e irmãs, de forma gratuita, assim como ele mesmo recebeu. De modo similar tal missão foi abraçada pelos discípulos de Jesus e aparece também no gesto de serviço da sogra de Pedro, que ao ser curada coloca-se disponível ao Senhor. Desse modo, fica claro que todos os que são tocados pelo Evangelho, isto é, pelo próprio Senhor, são inundados de uma verdadeira Alegria e transformados pela Potência da graça. Tonando-se assim, portadores do que de graça receberam, ou seja, missionários marcados pela Alegria do Evangelho e enviados a libertar os cativos, proclamar o ano da graça do Senhor e serem sinais da vida plena proposta pelo Reino de Deus. 

        

Que a Liturgia da Palavra desse Quinto Domingo do Tempo Comum encha da Alegria do Evangelho os corações a fim de que tocados pela Potência de Cristo sejam formados como verdadeiras testemunhas do Reino. Que todos se abram à experiência com o Senhor que é capaz de transformar os corações e curar as feridas, de modo que a vida nova possa ser a marca dos que decidiram seguir Jesus como seus discípulos missionários. De modo que, tocados pela graça e inundados da verdadeira Alegria, se tornem testemunhas fiéis do Evangelho, na missão junto aos pobres e necessitados, ao lado dos que mais precisam fazendo-os sentir a presença real do Senhor.

        

Pe. Andherson Franklin Lustoza de Souza

 

 

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