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27.01.2021

DICAS DE HOMILIA - 4º Domingo do Tempo Comum

Ouvi hoje a voz de Deus - A Palavra de Autoridade - A Libertação de todo o mal

 

(Dt 18,15-20 / Sl 94 / 1Cor 7,32-35 / Mc 1,21-28)

 

Ouvi hoje a voz de Deus - A Palavra de Autoridade - A Libertação de todo o mal 

 

Na Liturgia da Palavra do Quarto Domingo do Tempo Comum, o grande apelo que se eleva do Salmo Responsorial é: Ouvi hoje a voz de Deus, o salmista conclama todo o povo a abri o coração e dar espaço à voz do Senhor. Nesse sentido também, o Evangelho revela a Palavra de Jesus cheia de autoridade, capaz de expulsar o mal e garantir a vida plena a todos. Sendo assim, é a Palavra de Deus que confere a libertação e a cura de todo o mal que aflige a humanidade, garantindo à mesma a plenitude de vida desejada pelo Senhor.

 

O Salmo 94 celebra a realeza do Senhor, num convite constante, dirigido a todo o povo, de celebrar os louvores ao Deus Altíssimo, Senhor do céu e da terra. O cenário é o Templo do Senhor, a morada do Deus Eterno, no qual, todo o povo reunido é convidado a reconhecer a presença daquele que liberta e salva e, diante Dele, entoar os seus louvores e hinos. Nessa atmosfera de louvação e júbilo, o salmista convida os filhos e filhas de Israel a recordar as maravilhas que o Senhor operou, fazer uma memória agradecida dos gestos de bondade e amor que Ele realizou em favor do seu povo eleito. O Senhor é o mesmo ontem e hoje, nesse sentido, o salmista recorda a presença constante de Deus junto aos seus, o modo como os conduziu e protegeu em todos os seus caminhos. No refrão do Salmo se canta: Não fechei o coração, ouvi hoje a voz de Deus, um apelo que sobe no Templo e chega aos corações, acolhidos na presença do Senhor. Um convite à escuta atenta da voz do Senhor, que é o mesmo que tem guiado o povo nos seus caminhos e em sua história. Sendo assim, a palavra hoje deve ser aplicada a toda a vida, não a um dia específico, mas ao arco da vida inteira, convidando a todos a uma escuta perene e constante da voz do Senhor, Pastor e Guia de Israel.

 

Aquele que ouve a voz do Senhor, busca a Sua Palavra é capaz de compreender e discernir o caminho justo, aquele que conduz à uma vida segundo os valores do Evangelho. O Salmo Responsorial traz em si um grande apelo para o tempo presente, marcado por tantas vozes e tanto barulho. Por vezes, as pessoas se perdem em seus caminhos e são levadas por vozes que procuram chamar a atenção por suas propostas vazias de sentido. O cristão, chamado a seguir Jesus Cristo e ter em si as marcas do Evangelho, é convidado a ouvir a voz do Senhor, deixar-se guiar por ela e moldar-se pela sua força transformadora. Somente nesse contato íntimo com o Senhor, por meio da escuta atenta e constante de Sua Palavra é que são formados os verdadeiros discípulos missionários. Chamados a dar razões da sua Fé em todos os espaços da sociedade. Por isso, a escuta atenta da voz de Deus, a que convida o salmista é o caminho seguro para todos os que desejam dar passos firmes no seguimento de Cristo. De modo que, formados pela Palavra que vem de Deus, agraciados e libertos pela autoridade e pela força da Palavra, são enviados a levá-la a todos que ainda a esperam e por ela anseiam.

 

No Evangelho, ainda falando sobre a força da Palavra, é retratado o encontro de Jesus com um homem possuído por um mau espírito, o qual é liberto pela Palavra, cheia de autoridade, de Jesus. Uma esperança renovada nasce nos corações de todos aqueles que ouviam Jesus e viam as suas ações. A sua Palavra não era como a dos homens de seu tempo, mas, cheia do poder e da autoridade divina, fruto de sua comunhão com o Pai, que Ele revelava em todas as suas ações. De fato, é essa a fonte de sua autoridade, a sua intimidade com o Pai, algo que era transmitido a todos e aquecia os corações daqueles que o ouviam falar do amor do Pai e de Seu Reino de vida para todos. Mas, não são somente as Palavras de Jesus que revelam o poder de Deus, mas também os seus gestos salvíficos, sinais claros do seu Messianismo, isto é, reveladores de sua identidade como Filho de Deus, o Messias esperado.

 

No Relato do Evangelho, o autor é muito sucinto ao descrever o mal que afligia o homem que estava diante de Jesus, fala-se somente de um espírito mau, que atormentava o mesmo. Desse modo, nessa descrição tão direta e simples, pode-se incluir todos os males da humanidade, tudo aquilo que rouba a vida, transfigura o homem e o faz padecer em sua existência. Não somente males espirituais, mas também físicos, males sociais que roubam a dignidade da pessoa e toda a espécie de situação que impede que o homem viva de modo pleno. Sendo assim, em Jesus foi oferecido um sinal claro sem nenhuma dúvida, pois Deus não espera para ir na defesa de seus filhos e filhas, isto é, não os deixa esperando à mercê do mal. Ele se empenha em defender e ir ao encontro dos necessitados e sofredores, apresentando, por meio de Seu Filho, uma Palavra de autoridade, capaz de libertar, curar e salvar a todos. Essa é a história de Deus com os seus filhos e filhas, um caminho marcado pelo empenho divino em oferecer um caminho novo a todos os que Dele se aproximam. Desse modo, a Palavra cheia de autoridade de Jesus revela o desejo do Pai em ver aqueles que criou para si, vivendo a plenitude da vida, marcados pela presença de Cristo que os convida ao seguimento.

 

Dentro da dinâmica proposta pela Liturgia da Palavra, é a voz do Senhor que deve ser ouvida, a fim de que os corações sejam tocados e libertos de todo o mal, como se apresenta no Salmo e no Evangelho proclamado. Sendo assim, aquele que é tocado pela força da Palavra de Deus é também transformado em sinal da mesma palavra que o libertou e tocou. Ou seja, a Palavra de Deus é fecunda e não volta ao Senhor sem ter realizado a sua missão, isto é, transformar o coração do homem, despertando-o para o seguimento no caminho do discipulado missionário. Desse modo, aquele que é tocado pela Palavra, transformado pela sua ação contínua é também chamado a ser sinal de libertação para todos os que ainda sofrem todo o tipo de mal. Como verdadeiros discípulos missionários, seguidores de Cristo e portadores de Sua Palavra, o cristão é chamado a ser sinal claro da presença de Deus que vai na direção de todos os que ainda sofrem. Por isso, a busca constante da intimidade com o Senhor, a escuta atenta de Sua Palavra, a frequência na celebração dos Sacramentos e a abertura sincera à ação do Espírito Santo são elementos essenciais na vida daqueles que desejam seguir Jesus no caminho do discipulado missionário. Pois, é nesse caminho de formação que os verdadeiros discípulos missionários são formados, pessoas capazes, de em todos os lugares da sociedade, serem sinais claros da presença de Deus que salva e liberta os seus filhos e filhas. Não somente uma libertação espiritual, mas a libertação de todos os males que afligem a vida das pessoas, roubando a sua qualidade de vida digna. De fato, a proposta do Evangelho é a de uma vida plena para todos, sem distinção, algo que está no desejo de Deus para os seus filhos e filhas e que deve mover os corações de todos aqueles que seguem Jesus como seus discípulos

 

Que a Liturgia da Palavra desse Quarto Domingo do Tempo Comum provoque em todos um desejo de buscarem e abrirem-se à Palavra do Senhor, ouvindo a sua voz, a fim de serem formados por seus ensinamentos. De modo que acolham a Palavra de autoridade proferida por Jesus, transformando-se em portadores dessa Palavra viva que cura e que liberta os corações. De modo que onde estiver um cristão, discípulo de Cristo, aí chegue a proposta do Reino, de vida plena para todos.

          

Pe. Andherson Franklin Lustoza de Souza

 

 

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