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20.01.2021

DICAS DE HOMILIA - 3º Domingo do Tempo Comum

Seguir o Senhor - Anunciar a Boa Nova - Pescar homens e mulheres

 

(Jn 3,1-5.10 / Sl 24 / 1Cor 7,29-31 / Mc 1,14-20)

 

Seguir o Senhor - Anunciar a Boa Nova - Pescar homens e mulheres

 

A Liturgia da Palavra deste Terceiro Domingo do Tempo Comum continua com o tema do chamado apresentado no Domingo anterior, aprofundando o seu sentido, no seguimento de Jesus e na missão confiada aos discípulos. De fato, o convite feito por Jesus aos seus primeiros discípulos é direto é claro: Segui-me. Uma Palavra que entra no coração dos discípulos e comunica aos mesmos o chamado divino, assim como, está presente na Primeira Leitura, quando o Senhor confia a Jonas o anúncio da conversão à cidade de Nínive. Tal anúncio de conversão e vida nova é proposto por Paulo na Segunda Leitura e também pelo próprio Jesus aos seus discípulos, quando lhes diz que seriam pescadores de homens, por meio da rede da Palavra anunciada. Traz à tona o chamado feito por Jesus aos seus primeiros discípulos.

        

Toda a Liturgia da Palavra está voltada para o chamado e a missão, desde a Primeira Leitura, na convocação feita pelo Senhor ao profeta Jonas, até o chamado de Jesus dirigido aos seus discípulos. No caso de Jonas, após ter relutado e fugido da missão a ele confiada, abandona-se nas mãos do Senhor e acolhe o seu chamado e missão, dirigindo-se, finalmente à Nínive. Já o texto do Evangelho de Marcos proposto pela liturgia retrata o encontro de Jesus com os seus discípulos, o chamado a eles dirigido e a missão a eles confiada. Jesus revela a força do seu chamado e indica características próprias do modo de seguimento que ele propõe, já que ele mesmo escolhe cuidadosamente os que queria consigo.

        

O contexto do chamado se dá no momento em que os homens estão no seu trabalho cotidiano, isto é, na pesca. A voz do Senhor ressoa tão firme no coração dos discípulos que não se preocupam mais com o que faziam antes, visto que, aqueles que tinham lançado as redes ao mar, as abandonam, e os que as preparavam para serem lançadas, deixam-nas para traz. A força do advérbio "imediatamente" aplicado à ação, significando o modo como os homens deixaram tudo para traz e seguiram o Mestre, é uma indicação clara da urgência em responder ao apelo que lhes fora feito por Jesus. Desse modo, o relato do Evangelho indica que os corações dos primeiros discípulos já tinham sido tocados pela Palavra anunciada por Jesus, na região da Galiléia. Isto é, eles já sabiam quem Ele era e o chamado, a eles dirigido, somente confirmou o que já estava em seus corações, nesse caso, o desejo de seguirem o Senhor. Sendo assim, seja a experiência de Jonas e pelos primeiros discípulos é terem acolhido o chamado divino, isto é, terem sido capazes de abrirem espaço no coração e, principalmente, na vida, para a força da Palavra de Deus. Pois, é por Ela que, ainda hoje, todos os fiéis são chamados ao seguimento de Cristo, ou seja, convocados ao caminho do discipulado missionário.

        

Após a escuta atenta do chamado do Senhor, o profeta Jonas recebe uma missão, isto é, anunciar a conversão, o perdão dos pecados da parte de Deus aos ninivitas. Ao dirigir-se aos moradores da grande cidade, ele anuncia, com coragem e vigor, o apelo de Deus para conversão de todos, afim de que, convertidos ao Senhor pudessem ser salvos. A Palavra do profeta ungida pela graça e o poder de Deus, toca os corações dos ninivitas, provocando neles um sincero desejo de busca de uma vida nova. Tal movimento provoca o olhar de Deus que se move e se compadece da grande cidade, empenhada no jejum, na abstinência e nas obras de conversão. Deus poupa a cidade que estava fadada à destruição e à ruína, por que fora capaz de acolher a Boa Nova anunciada pelo profeta Jonas. Algo semelhante encontra-se na Segunda Leitura, visto que o apóstolo Paulo se dirige aos irmãos da cidade de Corinto, chamando-os à uma postura nova de vida. Paulo reflete com os irmãos sobre a necessidade de reconhecerem os verdadeiros valores, aqueles que não passam, como a figura desse mundo. O anúncio do apóstolo está baseado em sua profunda experiência com Cristo, na qual, ele mesmo, reconheceu como perda tudo o que era e tudo o que possuía, em vista do conhecimento de Jesus Cristo (Fl 3,7). Sendo assim, tanto o profeta Jonas, quanto o apóstolo Paulo, tocados pela Palavra e pela graça de Deus em suas vidas, levam aos irmãos parte da experiência que fizeram, anunciado-lhes a conversão e a vida nova. O anuncio da Boa Nova nasce no coração daqueles que se deixaram envolver pelo chamado do Senhor, foram formados por Ele como verdadeiros discípulos e enviados como missionários do Reino.  

        

No Evangelho, ao chamar os seus discípulos para seguí-Lo, o próprio Senhor também lhes indica a sua missão: "vos farei pescadores de homens". Tal expressão une os chamados à Cristo e à sua própria missão, visto que todos são convidados a estar com o Mestre e unirem-se a Ele por sua Palavra e ensinamento, na missão de fazer novos discípulos. O texto do evangelho propõe que Jesus passava pela Galileia anunciando a Boa Nova do Reino, tal indicação é crucial para entender a força do chamado e como ele foi aceito pelos discípulos. De fato, é possível intuir que os mesmos já tinham ouvido a pregação do Senhor, e por meio dela já tinham sido eles mesmos "pescados" para o Reino. Sendo assim, o convite que o Senhor dirigiu aos pescadores do evangelho é dirigido à Igreja hoje, a cada fiel, a fim de que toda a Igreja se torne pescadora de homens e mulheres para o Reino. Deste modo, a resposta ao chamado deve ser pessoal, mas nunca desligada da comunidade na qual se professa a fé e caminhos com a Palavra. O Senhor lança a rede e convida ao seguimento aqueles que se tornarão seus primeiros discípulos, indicando-lhes à sua missão: "Vos farei pescadores de homens". Juntamente com eles todos são convidados a "abandonar as suas redes" e tomar as "novas redes" da Palavra, da acolhida, do serviço, da profecia, da misericórdia, para com Ele aprender a pescar homens e mulheres para o Reino. Todos são convocados pela Palavra do Senhor, cada vez que se participa da Celebração da Eucaristia ou da Celebração da Palavra. É Deus que continua a chamar os seus filhos e filhas ainda hoje, apresentando-lhes o seu Filho, a fim de que todos deixem-se pescar por Ele, abandonem as suas próprias redes, sigam-no e sejam, por Ele enviados como discípulos missionários. O chamado de Cristo é dirigido, ainda hoje, a toda a Igreja, todos os batizados são convocados, pelo próprio batismo que receberam, a estarem com o Senhor e serem formados por Ele. De modo que, formados aos pés do Mestre, plenificados do Seu Espírito Santo, sejam enviados a anunciarem a Boa Nova do Reino, sendo capazes, pela graça de Deus, de pescarem homens e mulheres.

        

Que a Liturgia da Palavra deste Terceiro Domingo do Tempo Comum provoque nos corações de todos o desejo de acolherem o chamado do Senhor, à exemplo de Jonas e dos primeiros discípulos de Cristo. De modo que, formados aos pés do Mestre, pelos valores do Evangelho, a graça divina faça novos profetas e verdadeiros discípulos missionários, capazes de anunciarem com a palavra e com a vida a Boa Nova do Reino. A fim de que muitos homens e mulheres sejam, ainda hoje, pescados para o seguimento do caminho do discipulado missionário. Tornando-se sinais claros da graça de Deus que continua agindo no coração da Igreja, em vista da transformação desse mundo.

 

Pe. Andherson Franklin Lustoza de Souza

 

 

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