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21.12.2020

DICAS DE HOMILIA - Vigília do Natal do Senhor

A Grande Luz - A Grande Alegria - O Salvador nasceu

 

(Is 9,1-6 / Sl 95 / Tt 2,11-14 / Lc 2,1-14) 

 

A Grande Luz - A Grande Alegria -  O Salvador nasceu

 

Tendo passado os dias de preparação do Advento e percorridos os passos que conduzem à gruta de Belém todos chegam com os corações cheios de alegria e esperança para a Vigília de Natal. Em todos os cantos dessa terra se ouvem os cantos de alegria e louvor pelo Salvador que nasceu. Na Vigília de Natal todos são convidados, pela liturgia proclamada e celebrada a se despirem de si mesmos para se achegarem à manjedoura, na certeza de que lá encontrarão o Filho Deus. O profeta Isaías exulta de alegria ao ver que a esperança do povo será confirmada e que o Senhor enviará aquele que é o portador de uma grande e resplandecente luz, capaz de iluminar a todos que a acolherem. Do mesmo modo, no Evangelho, os anjos levam aos pastores, o anúncio de uma grande alegria, que deve ser para todos, pois, nasceu o Salvador que é o Cristo Senhor. No recém nascido na gruta, na cidade de Belém, todos são chamados a reconhecer o Salvador da humanidade, aquele que revelou a face amorosa da Pai, que  acolhe e perdoa, salva e liberta.

        

Na Primeira Leitura do profeta Isaías encontra-se a descrição de um tempo de grandes trevas e escuridão que envolvia o caminhar do povo eleito. Tal imagem procura indicar as dificuldades sofridas pelo povo, principalmente juntos aos seus inimigos e o seu poderio militar. O povo eleito via-se acuado, humilhado, enfraquecido e sem forças para combater e contratacar diante da força e da grandiosidade dos seus inimigos. Diante de situação tão difícil, de grande sofrimento, desolação e escuridão, o profeta Isaías reconhece um sinal de Deus, manifestado no nascimento de um menino. O coração do profeta exulta de alegria, pois consegue enxergar a grande luz divina, que surge vitoriosa, resplandecente e brilhante. O brilho dessa luz vinda de Deus é capaz de aniquilar as trevas, sendo portadora e motivo de uma grande alegria e de paz.

        

De modo igual, no Evangelho, a mesma luz indicada pelo profeta Isaías resplandece junto aos pastores, assim que ouvem a voz do anjo que anuncia o nascimento do Salvador. Nesse encontro entre o anjo, portador de uma grande alegria e os pastores, se descortina o amor de Deus para com os pequenos e pobres, para com os excluídos e marginalizados. Pois, de fato, aos pastores era proibido entrar na cidade, pelo motivo de serem considerados impuros, devido ao trabalho com os animais. Desse modo, quando o céu toca a terra e Deus deseja entrar na história humana, Ele o faz indo ao encontro dos que estavam marcados pela dor e humilhação, pelo sofrimento e marginalização. A grande Luz que brilhou na pequena cidade de Belém invadiu por primeiro o coração dos pobres, sofridos, marginalizados, daqueles marcados pela mentira, miséria e morte. A fim de lhes comunicar a esperança de um menino, que carregou nos ombros a humanidade inteira de volta à casa do Pai. De fato, ainda hoje, celebrar o Natal do Senhor e ir ao seu encontro, significa ser iluminado por Ele, convidado a abandonar os lamentos de dor e tristeza e se revestir da grande alegria, própria daqueles que se tornam seus discípulos missionários. Aqueles que se dirigem à manjedoura, convidados pelo anuncio do anjo e impulsionados pela esperança de serem, pelo Senhor iluminados, devem voltar para a vida cotidiana com as lâmpadas do coração acesas. De modo que possam iluminar a todos quantos encontrarem com a grande luz que nasceu no Natal, o Filho de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo.

        

O profeta Isaías, ao anunciar a presença da Luz divina, indica também que ela é motivo de uma Grande alegria, similar àquela sentida pelos agricultores nos tempos propícios para uma farta e abundante colheita, ou a mesma exultação sentida pelos que guerreavam em vista de uma esperada vitória. A razão e o motivo principal dessa vigorosa alegria reside no fato de que é o Senhor a velar pelo seu povo, é Ele quem vem em seu auxílio e lhe tira dos ombros os pesados fardos e as correntes que o oprimia. É Deus aquele que multiplica as bênçãos e traz ao coração de seus filhos e filhas as mais profundas e verdadeiras razões de alegria. Da mesma forma, no Evangelho da Vigília de Natal, o anjo torna-se portador de um anúncio que traz em si uma Grande Alegria: "nasceu para vós um Salvador, que é o Cristo Senhor". O nascimento do Salvador, Aquele que é o Filho de Deus, que levará os seus pelos caminhos da vida e os conduzirá, de novo, ao Pai. De fato, a Alegria da salvação é o fio que conduz todo o Evangelho de Lucas, levando a todos a reconhecerem a Grande Alegria que está presente na ação salvadora de Cristo na história humana. Assim se revela que a Grande Alegria indicada pelo profeta e anunciada pelo anjo reside no fato de que é o Senhor que leva nas mãos a vida de seus filhos e filhas amados. É Ele quem rompe os grilhões da escravidão e liberta os cativos, que faz nascer a esperança nos corações dos homens e mulheres e os torna promotores da vida. Ao enviar o seu Filho, Deus assume a história humana, de modo que tudo seja por seu amor renovado. A humanidade nunca mais será a mesma, pois a novidade do nascimento do Salvador inaugura um tempo novo para todos. Nesse tempo de graça, os desertos irão florir e se alegrar, da terra seca flores e frutos irão brotar, a abundância de vida surgirá e o anuncio do nascimento do Salvador percorrerá toda a terra. Desse modo, aqueles que a Ele se achegarem e de sua graça receberem, beberão nas fontes da salvação e serão, por sua graça, transformados em seus discípulos missionários, sinais visíveis de sua presença. Assim, onde estiver um discípulo de Cristo ali deverá chegar o anúncio alegre da salvação, não somente por palavras, mas, sobretudo, pelos atos de caridade e amor fraterno.       

        

Na descrição do nascimento de Jesus, o evangelista manifesta o desejo de ressaltar o valor histórico do evento, de forma especial na menção da presença e dominação dos romanos. No sinal dado pelos anjos, segundo o qual seria possível aos pastores reconhecerem o Salvador, está presente uma verdade à respeito Daquele que nasceu. O anjo indica que deveriam procurar um menino envolvido em faixas e deitado numa manjedoura. Desse modo, o Evangelho, ao apresentar, a cena do nascimento de Jesus, a une diretamente à de sua morte na cruz, já que: Jesus recém nascido é envolvido num manto e depositado na manjedoura, após sua morte, ele é descido da cruz, envolvido num manto e depositado num túmulo. Sendo assim, fica claro que Aquele que nasceu em Belém é o mesmo que dará a sua vida em favor de todos em Jerusalém, Ele é o Salvador da humanidade. Entretanto, só serão capazes de reconhecê-lo os que se colocarem à caminho, aqueles que se deixarem tocar pelas palavras do anjo e sairem dispostos a enfrentar tudo, a se abaixarem, a fim de reconhecerem a força de Deus na fragilidade do Seu Filho feito homem.  Assim, tendo-o encontrado, abraçado e acolhido, cada um é convidado a ingressar no caminho do discipulado missionário e fazer de sua vida um sinal daquele que curou os cegos, libertou os cativos, anunciou a Boa Nova e doou a vida.

        

Que a Grande Luz do Natal ilumine os corações de todos, trazendo para cada um a imensa Alegria própria daqueles que encontram o Salvador e o seguem como seus discípulos missionários. A fim de que esse alegre anuncio invada todas as Comunidades Eclesias de Base, todas as famílias e ressoe em toda a terra: Nasceu para vós um Salvador que é o Cristo Senhor! 

 

 Pe. Andherson Franklin Lustoza de Souza

 

 

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