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A MISERICÓRDIA DE DEUS: CONHECER, SENTIR E PRATICAR

Por Seminarista Raone de Souza Barglini

 

 

No deserto quaresmal que estamos vivendo, o Senhor nos convida a praticar gestos concretos de conversão que nos aproximam de seus ensinamentos, a prática do perdão é uma forma sublime de crescimento e de mudança de vida, pois nos coloca frente a frente com o amor de Deus e nos ensina a amar o próximo. Em muitos momentos da liturgia quaresmal, o Senhor vem nos dando sinais que demonstram a importância dessa prática, que muitas vezes passa despercebida aos nossos olhos.

 

No capítulo 5 do Evangelho de São Mateus, diante da multidão, Jesus sobe a montanha e anuncia as Bem Aventuranças. Dentre os seus ensinamentos, Jesus declara quão felizes são aqueles que praticam a misericórdia, pois esses, alcançarão a misericórdia de Deus. Nesse momento, cabe a nós ouvir e tomarmos consciência de que a nossa prática nos leva ao encontro da própria perfeição, que é Jesus. Seguir os passos e os ensinamentos de Jesus, é deixar que Ele transforme nosso impossível em possibilidade, e praticar a misericórdia, é abrir espaço em nossa humanidade para receber o divino amor de Deus.

 

No capítulo 15 do Evangelho de São Lucas, o Senhor nos apresenta a parábola do Filho Pródigo. Nela, vemos no Pai que recebe de volta seu filho, mesmo depois de ter gastado todos os seus bens, e que “(...) estava morto e voltou a viver, estava perdido e foi encontrado.” (cfLc 15, 24) a imagem do próprio Deus que está constantemente inclinado a nos perdoar e a nos abraçar mesmo ciente de nossas faltas. E, embora muitas vezes, nos assemelhemos ao filho mais novo, e nos sintamos capazes de viver longe do Pai, o Senhor se alegra e celebra com grande banquete o nosso retorno aos seus braços. Aqui podemos conhecer e celebrar a misericórdia de Deus em nossas vidas de maneira infindável como a luz do sol que aquece os nossos corações.

 

Não podemos nos esquecer que ao conhecermos e sentirmos a misericórdia do Pai, o Senhor nos ensina, como ensinou a Pedro, que devemos também nós, praticarmos o perdão (cfMt 18, 21-35). E, por mais que seja para nós uma tarefa difícil, o Senhor nos ensina que o perdão é uma prática infindável. Nós devemos deixar que esse tempo gere frutos em nossas vidas, para que possamos com Cristo sermos verdadeiros cristãos. Assim, praticar a misericórdia com o outro, é fazer do outro um sinal do amor infindável de Deus.

 

Devemos, nesse tempo quaresmal, depositar toda nossa esperança e confiança na misericórdia de Deus, e nos abrir à uma conversão que nos leva a ação, pois, como nos diz santa Tereza de Calcutá: “(...) apesar de nossas misérias e defeitos, Ele depende de nós para amar o mundo e demonstrar-lhe o muito que o ama.” (Cristo em los Pobres, 1981. p 37).

 

Rezemos para que esse tempo volte nosso olhar para Deus, e acolhendo a Sua misericórdia, possamos experimenta-la em nossas vidas para podermos pratica-la amando o nosso irmão. Para que assim, possamos viver como verdadeiros irmãos, comprometidos na construção de pontes que nos unam a Cristo, e nos empenharmos na destruição dos muros que segregam a vida, destroem o amor e convertem as pessoas ao deus da intolerância e do dinheiro. Permaneçamos impulsionados pelo chamado a santidade e confiantes na misericórdia de Deus, para assim darmos um verdadeiro salto em nossas vidas, amando o Cristo, que sofreu e morreu na cruz, e que possamos ressuscitar com Ele no último dia na certeza de que seremos novas criaturas.

 

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