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A TRANSMISSÃO DOS MISTÉRIOS DA FÉ NA ATUALIDADE

Por Seminarista João Vitor Nogueira Preato

 

 

Como é costume em nossa Igreja do Brasil, vivenciamos em outubro o mês missionário, em que somos convidados a nos conscientizar sobre a importância da missão e da transmissão dos mistérios da fé. Entretanto, é necessário que conheçamos as fontes de nosso processo de evangelização e como este deve se dar nos dias de hoje.

 

Em primeiro lugar é preciso que compreendamos que toda a vida da Igreja tem sua fonte no fato de que Deus se revelou a nós, nos comunicando assim o mistério de seu amor e de sua vontade para cada ser humano. A isso damos o nome de Revelação. Ela se dá de forma plena quando o Pai, na plenitude dos tempos, envia seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos revela os segredos de Deus e leva ao cumprimento sua obra salvífica, deixando como herança a toda a humanidade a salvação e a vida eterna.

 

Jesus Cristo é aquele que tem a missão de anunciar o Evangelho da salvação, afirmando que nos planos de Deus cabem todos os homens, a começar por aqueles que neste mundo são colocados de lado e tidos como os últimos. Por isso, durante sua vida terrena, Ele sempre se mostrou próximo aos perseguidos e marginalizados, a fim de que esses pudessem ter vida.

 

Se Jesus foi um grande evangelizador, também nós, comunidade cristã, continuadores de seu projeto de salvação no mundo de hoje, devemos dar continuidade ao anúncio do Evangelho, e fazer com que muitas outras pessoas conheçam a Cristo e cheguem a uma fé integra e racional.

 

A fé cristã, a qual queremos que toda a humanidade abrace, torna-se um movimento de acolhimento do amor de Deus que se revela em Jesus, e que exige de nós uma resposta sincera e um abando completo em suas mãos. Ela é um dom da graça de Deus, mas nós, como seus anunciadores, podemos plantar a sua semente no coração das pessoas que ainda não a possuem e pouco a conhecem.

 

Esta mesma fé cristã, além de ser uma resposta e uma adesão pessoal, traz consigo um caráter comunitário. A missão de Cristo Jesus é inseparável de seu povo santo, ou seja, é inseparável da Igreja. Por isso, ela possui também um caráter relacional, e jamais privativo.

 

Nesse sentido, o anúncio do Evangelho, não é uma obra pessoal, que diz respeito a uma só pessoa, mas, pelo contrário, é uma obra da Igreja como um todo, visto ser esse anúncio sempre protagonizado pelo Espírito Santo. É ele o verdadeiro protagonista; somos nós apenas dóceis instrumentos em suas mãos para que muitos possam chegar à verdade.

 

Para que esse testemunho seja fecundo, devemos levar em conta a transmissão das Sagradas Escrituras e da Tradição da Igreja. Ambas têm como fonte a Revelação de Deus na história.

 

Entretanto, é preciso lembrar que a Tradição não é, em primeiro lugar, um conjunto de doutrinas ou ideias, mas, pelo contrário, é a vivência da fé cristã que foi se renovando a cada dia, ao passar dos tempos, até chegar nos dias atuais. É o seguimento de uma pessoa concreta: Jesus Cristo. Por isso, cabe ao Magistério da Igreja, ou seja, aos bispos, sucessores dos apóstolos, guardar e atualizar os mistérios presentes nas Sagradas Escrituras e na Tradição da Igreja.

 

A partir disso, podemos afirmar que evangelizar é fazer com que o mundo de hoje conheça, em sua linguagem própria, aquela verdade milenar que a Igreja custodiou através desses mais de dois mil anos de existência e que nos foi deixada por Nosso Senhor. E essa é a vocação própria da Igreja de Deus.

 

Entretanto, podemos cair no risco de fazer com nossa evangelização se baseie apenas numa transmissão de doutrinas, quando o que devemos anunciar e o que deve estar no centro de nossa transmissão é a pessoa de Cristo Jesus.

Isso porque a finalidade maior da Evangelização é fazer com que a humanidade tenha vida, e vida plena, e o único capaz de nos proporcionar isso é Nosso Senhor, que quis que todos os homens vivessem com dignidade neste mundo e nos abriu o caminho da vida eterna.

 

Porém, para que nossa voz seja ouvida e Jesus chegue de fato ao coração das pessoas, é preciso, como nos ensina nosso Papa Francisco, dar liberdade ao Espírito Santo. Deixar de lado toda tentativa de calcular e controlar tudo, e ter a certeza de que o Espírito sabe o que faz em cada época e em cada momento.

 

Por isso é preciso que sejamos uma Igreja cada vez mais em saída, em estado permanente de missão, que não tenha medo de dialogar com o mundo moderno, que não tenha medo de se reestruturar, de se renovar, tendo sempre no centro de sua ação a Revelação de Cristo Jesus.

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