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A VIDA É MISSÃO QUE GERA CARIDADE

Por Seminarista Alex Fernandes Braz de Azevedo

 

 

Como cristãos, somos chamados a defender a vida e a fazer dela a experiência do Cristo ressuscitado, de forma a espalhar a alegria da Boa Nova, que vai ao encontro dos corações dos mais necessitados. “A alegria do Evangelho, que enche a vida da comunidade dos discípulos, é uma alegria missionária. Assim, a alegria é um sinal de que o Evangelho foi anunciado e está a frutificar” (Papa Francisco, Alegria do Evangelho 21). Por isso, estejamos atentos a viver as palavras de Jesus, que nos direciona e faz com que as distâncias criadas por barreiras entrelaçadas da desigualdade sejam aniquiladas, gerando o amor e transformando o mundo.

 

É preciso fazer missão. É preciso estar em missão. É preciso ser missão. Desse modo, tornar-se um sinal de esperança, de forma solidária, em tantas vidas que precisam de nossos cuidados. A Igreja nasce da água que jorrou do lado aberto de Jesus Cristo e que, em Pentecostes, foi enviada a ser “Igreja em saída”, levando a todos a mensagem da salvação. E nessa saída, o principal objetivo é de ir ao encontro daqueles que se encontram em exclusão, onde a dignidade humana é negligenciada. O Papa Francisco reforça que “a missão no coração do povo não é uma parte da minha vida, ou ornamento a ser posto de lado. É algo que não posso arrancar do meu coração” (Alegria do Evangelho, 27). Assim, o coração pulsa a vida e a vida pulsa a missão, que só é capaz de se concretizar através da caridade.

 

Todos nós somos convidados − a partir da fé que professamos em Cristo, como “Batizados e Enviados” − a testemunhar o amor de Deus, que se consolida em seu Filho morto e ressuscitado. A missão requer disponibilidade e entrega mútua para com o próximo. Como o Senhor enviou os discípulos de dois em dois para falar em seu nome, temos o compromisso de dar continuidade a esta ação, que é promovida em comunidade, tendo em vista que não se pode fazer missão individualmente, pois a missão não é uma tarefa solitária.

 

Então, a confiança em Deus é fundamental para a caminhada missionária. De certo que haverá muitos desafios pelo caminho, por isso confiar no Senhor se faz tão necessário. A relação íntima gerada através da oração faz com que, em meio às tribulações encontradas, sejamos fortalecidos pela experiência verdadeira da fé, que é restabelecida dentro do próprio testemunho, com efeito na presença do Espírito Santo, o protagonista da missão em que Cristo é o centro visível da Igreja e o Espírito Santo a alma. “Diz-nos o Evangelho que, quando os primeiros discípulos saíram a pregar, o Senhor cooperava com eles, confirmando a Palavra (Mc 16, 20). E o mesmo acontece hoje. Somos convidados a descobri-lo, a vivê-lo. Cristo ressuscitado e glorioso é a fonte profunda da nossa esperança, e não nos faltará a sua ajuda para cumprir a missão que nos confia” (EG, nº 275).

 

Jesus vem nos ensinar o que é essencial para a nossa vida, mostrando que a missão da Igreja é ser sal e luz para o mundo. Somos convidados a ser testemunhas de vida, pois são muitas as pessoas que não conhecem a palavra de Deus, não vão à igreja para ouvir falar do evangelho. Logo, o único evangelho que conhecerão será o proclamado em nosso
testemunho de vida, como diz São Francisco de Assis: “Pregue o evangelho em todo tempo. Se necessário, use palavras.”

 

Devemos assumir, com alegria, a vocação de batizados, indo ao encontro dos irmãos em promoção da paz, nos lugares mais temíveis, inexploráveis, onde a pobreza habita − não por escolha − mas por condição. Nossas mãos devem estar nesses lugares! Despojemo-nos do orgulho que nos envaidece e sejamos mais humildes. Como São Paulo diz em suas cartas que as comunidades devem se voltar às raízes do evangelho, à prática de Jesus e ao seu compromisso para com os pobres, “não se esqueçam dos pobres” (cf. Gl 2,10).

 

A exemplo de Santa Terezinha do Menino Jesus, padroeira das missões, deixemo-nos amar por um Deus misericordioso e busquemos, cada vez mais, fazer a experiência do amor. Compreender que ele engloba todas as vocações e é a chave para todas as situações. A missão só acontece quando é acompanhada pela caridade.

 

Dessa forma, a atividade missionária da Igreja provém de Deus: “A Igreja, ou seja, o Reino de Cristo já presente em mistério, cresce visivelmente no mundo pelo poder de Deus. E preanunciam-nos as palavras do Senhor acerca da Sua morte na cruz: «Quando Eu for elevado acima da terra, atrairei todos a mim» (Jo. 12,32.). Pelo sacramento do pão eucarístico, ao mesmo tempo é representada e se realiza a unidade dos fiéis, que constituem um só corpo em Cristo” (cf 1 Cor. 10,17). Portanto, “Todos os homens são chamados a esta união com Cristo, luz do mundo, do qual vimos, por quem vivemos, e para o qual caminhamos” (Lumen gentium, 3).

 

A Igreja é missão e nunca deve esquecer-se de seu principal objetivo que é o de estar a serviço, espalhando, no mundo, a caridade. O missionário sobe a montanha e se deixa envolver pela intimidade com o Pai em oração, mas também desce as ruas e os campos, ao encontro dos homens desfigurados, construindo uma sociedade mais justa e solidária, fazendo com que o mandamento do amor seja, de forma verdadeira, praticado.

 

Nesse ínterim, todos nós somos chamados à missão, afinal temos um compromisso em prol da vida, pois esta não é apenas um valor e sim um bem precioso que devemos preservar. Convidados a olhar ao redor de nossa realidade e a fazer a diferença de forma concreta, respondendo sim ao projeto de Deus, conduzidos pelo Espírito Santo que impulsiona a responder de coração aberto:

 

“Eis-me aqui, envia-me”(Is 6,8).

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