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DICAS DE HOMILIA - 14º Domingo do Tempo Comum

 

 

(Is 66,10-14c / Sl 65 / Gl 6,14-18 / Lc 10,1-12.17-20)

 

A Cruz de Cristo - A Nova Criação - Vai e faze tu o mesmo

 

A Liturgia desse Décimo Quarto Domingo do Tempo Comum traz, na Segunda Leitura, uma Palavra de Paulo dirigida aos Gálatas, na qual ele afirma que a Cruz de Cristo é o seu maior motivo de glória, indicando a salvação e a vida nova que recebeu gratuitamente do Senhor. Ele afirma que quem está unido a Cristo, por sua morte e ressurreição é uma nova criatura, ou seja, passa a viver na graça de Deus. Por fim, a Primeira Leitura do profeta Isaías indica a novidade da presença de Deus junto ao seu povo, sinal de tempos novos para todos os que no Senhor colocam a sua confiança, algo que está em profunda relação com o que Paulo indica aos Gálatas.

        

Na Segunda Leitura, Paulo dirige uma palavra aos Gálatas, apresentando a cruz de Cristo como sendo o seu maior motivo de glória. De fato, ao fazer isso ele afirma que, por meio da morte de Cristo na Cruz a humanidade inteira foi reconciliada com Deus. Não são mais as boas obras, as orações e os sacrifícios, por parte dos homens, que os alcançará a reconciliação com Deus, mas a ação amorosa e gratuita de Deus que em Cristo reconcilia consigo toda a humanidade. Pois, não é Deus a esperar que o homem venha reconciliar-se por meio de suas próprias ações e ritos, mas é ele a dar o primeiro passo em direção à humanidade, quando esta ainda estava mergulhada no pecado, manifestando assim, a sua glória na morte e ressurreição de Cristo. Desse modo, a reconciliação está diretamente ligada com a morte e ressurreição de Cristo, no qual o homem reconhece, por meio da fé o hoje da salvação e o dia da graça como um dom do amor de Deus. Não é mais um tempo futuro, ou algo a ser esperado, mas a atualidade da salvação operada na cruz de Cristo.

        

O apóstolo percebe também que existe uma estreita relação entre o seu encontro com Cristo, o seu processo de conversão e a realidade da Nova Criação, o que faz com que o seu testemunho de vida se transforme em apelo de reconciliação dirigido a todos. É muito provável que tal experiência vivida por Paulo seja muito importante em sua compreensão teológica e, mais que isso, que ela seja parte integrante, basilar de sua vida ministerial. Ele reconhece que o "estar em Cristo", fazendo dele a sua razão de vida e o seu modelo de humanidade, deva ser o caminho de vida para todo o fiel que deseja abrir-se à graça da reconciliação, para viver como Nova Criação em Cristo, verdadeiro discípulos missionário.

        

Deus, em seu desígnio de amor, vê a redenção de toda a humanidade como parte de seu pacto eterno de fidelidade e amor, revelando assim o seu desejo de comunhão com a mesma. Para Paulo, é Deus quem dá o primeiro passo em direção ao homem fraco e necessitado de sua graça, retomando com a humanidade a comunhão perdida. O pensamento do apóstolo é evidente, pois é Deus que assume a posição de quem quer reconciliar-se, e é ele que toma a iniciativa ao revelar o seu amor em Cristo, perdoando os pecados dos homens e inserindo-os na nova criação. A morte de Cristo na cruz desencadeia um movimento novo na história da humanidade, pois o homem é convidado a mudar radicalmente a sua atitude de vida, abrindo-se à ação divina, a fim de que possa responder ao seu chamado de comunhão e vida nova. De maneira especial, na vivência dos valores do Evangelho, que apontam para a partilha, para a solidariedade e comunhão, de maneira especial na direção dos que mais precisam.

        

Que a liturgia desse Décimo Quinto Domingo do Tempo Comum possa provocar os corações a uma profunda e sincera conversão, de modo que todos sejam capazes de encontrar e saber onde está o seu próximo. A fim de que os gestos de Compaixão e Solidariedade se multipliquem, como um sinal claro do Reino.

 

Pe. Andherson Franklin Lustoza de Souza

 

 

 

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