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03.09.2020

Grito dos Excluídos

Cáritas Diocesana da espaço para que entidades e setores desfavorecidos tenham voz

 

 

“Basta de Miséria, Preconceito e Repressão! Queremos Trabalho, Terra, Teto e Participação!”. Esse é o lema da 26ª edição do Grito dos/as Excluídos/as, que tradicionalmente acontece todo 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil.

 

A escolha do lema anual dessa mobilização popular, realizada por todo Brasil, sempre dialoga com o tema da Campanha da Fraternidade, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) -, com a conjuntura política, social e econômica do país e com a luta dos movimentos sociais.

 

Neste ano, em particular, a crise sociosanitária imposta pela pandemia mundial de Covid-19 tomou relevância nesta articulação das pastorais, Igrejas e movimentos populares que, entre suas reivindicações históricas, trazem o direito à saúde pública de qualidade e a valorização do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

 

Cáritas Diocesana

 

A Cáritas da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, entidade que sempre trabalha em prol dos menos favorecidos e marginalizados, buscou depoimentos de representantes de vários grupos e setores, que falaram sobre a importância do tema deste ano, sobre o cuidado com a vida e também as dificuldades na atual conjuntura da pandemia.

 

Um destes depoimentos é do indígena cujo nome em português é o mesmo do Padroeiro da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim: Pedro. No vídeo, o índio Pedro revela como a pandemia afetou o sustento de sua aldeia, localizada no município de Aracruz, norte do Espírito Santo. A covid-19 impactou diretamente no turismo da região, onde a aldeia de Pedro faz parte de um importante setor cultural, recebendo a visita de alunos de escolas e universidades das mais diversas localidades. Ele também menciona como o sustento através da natureza se tornou difícil, devido ao desmatamento, poluição e contaminação da fauna e flora.

 

O coordenador diocesano da Pastoral do Menor, Diácono Eromar Valentim Campanha, também deu seu depoimento, ressaltando o cuidado que devemos ter com os nossos jovens e pequeninos.

 

“Quero falar principalmente das crianças e adolescentes dos lugares mais pobres, onde são levadas a viverem com falta de dignidade e com outros recursos. Quero falar de crianças que muitas vezes são abusadas e violentadas dentro de casa. Quero falar das crianças que muitas vezes são levadas ao tráfico de drogas. Quero falar das crianças que são levadas a viverem prematuramente uma vida de adulto. Nosso grito é um grito de quem trabalha para amenizar a dor de tantas famílias e tantas pessoas que sofrem com essa exclusão.”

 

A presidente da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Cachoeiro (ASCOMIRIM), Vanusa Silva, também falou sobre a atual situação da associação e de como em grande parte eles se tornam invisíveis ao poder público.

 

Ainda que o sete de setembro seja a data que concentra as principais manifestações, a CNBB enfatiza que o Grito dos/as Excluídos/as não acontece em apenas um dia, mas é um processo de reflexão que dura o ano todo. Nesse sentido, em 2020, estabeleceu-se o dia 7 de cada mês, antes e depois de setembro, como o Dia D do Grito, já que a exclusão é uma constante durante todo o ano, resultado de um sistema injusto.

 

Clique no link e assista aos depoimentos:

Índio Pedro - parte 1

Índio Pedro - parte 2

Vanusa Silva (Ascomirim)

Pastoral da Criança

 

 

Fotos: Reprodução da internet / Vídeos: Cáritas Diocesana

 

 

 

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