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12.07.2019

Pessoas, não apenas migrantes

Papa: os migrantes são o símbolo de todos os descartados da sociedade globalizada

 

 

“Os migrantes são hoje o símbolo de todos os descartados da sociedade globalizada” -  palavras do Papa Francisco durante missa presidida na Basílica Vaticana, ao celebrar os seis anos de sua visita a Lampedusa, ocorrida em 08 de julho de 2013.

 

A ilha, localizada ao sul da Itália, foi a meta, foi a primeira viagem do Pontífice. Naquele ano, os desembarques de migrantes eram quase diários na Europa. Meses depois, em 03 de outubro, ocorreria a maior tragédia registrada nas imediações: o naufrágio de uma embarcação líbica, onde 368 pessoas perderam a vida.

 

“Não se trata apenas de migrantes, mas de pessoas humanas”, reforçou o Papa. Ele menciona ainda em sua homilia que pensa nos “últimos que diariamente clamam ao Senhor, pedindo para serem libertados dos males que os afligem”.

 

“São os últimos enganados e abandonados a morrer no deserto; são os últimos torturados, abusados e violentados nos campos de detenção; são os últimos que desafiam as ondas de um mar impiedoso; são os últimos deixados em acampamentos de acolhimento.”

 

 

Pessoas, não apenas migrantes

 

No espírito das Bem-aventuranças, portanto, somos chamados a acudir misericordiosamente às suas aflições; saciar a sua fome e sede de justiça; fazer-lhes sentir a solícita paternidade de Deus.

 

“São pessoas; não se trata apenas de questões sociais ou migratórias! ‘Não se trata apenas de migrantes!’”, repetiu Francisco, que é o tema do 105º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado (DMMR), que será celebrado em 29 de setembro. “Os migrantes são, antes de mais nada, pessoas humanas e que, hoje, são o símbolo de todos os descartados da sociedade globalizada.”

 

No contexto da liturgia do dia, o Papa Francisco fez alusão à escada de Jacob, proferida na primeira leitura. Em Jesus Cristo, explicou, está assegurada e é acessível a todos a ligação entre a terra e o Céu. Mas subir os degraus desta escada requer empenho, esforço e graça. Os mais frágeis e vulneráveis devem ser ajudados.

 

“Apraz-me pensar que poderíamos ser, nós, aqueles anjos que sobem e descem, pegando ao colo os pequenos, os coxos, os doentes, os excluídos: os últimos, que caso contrário ficariam para trás e veriam apenas as misérias da terra, sem vislumbrar já desde agora algum clarão do Céu. ”

 

O Papa ainda agradeceu aos migrantes que, mesmo recém-chegados à Itália, já ajudam os “irmãos e irmãs” que chegaram depois. “Quero agradecer-lhes por este estupendo sinal de humanidade, gratidão e solidariedade.”

 

No Brasil, vivemos situações semelhantes, com a crise na Venezuela, onde centenas de milhares de pessoas precisaram deixar suas vidas para trás e recomeçar no país vizinho. Sejamos acolhedores e solidários, assim como nos pede o Papa Francisco, oferecendo a mão aos nossos irmãos descartados e marginalizados pela sociedade.

 

 

Fotos: Vatican News

 

 

 

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