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09.01.2019

DICAS DE HOMILIA - Batismo do Senhor

O Filho Amado - A Luz das Nações - Batizados e Enviados a Iluminar o Mundo

 

(Is 42,1-4.6-7 / Sl 28 / At 10,34-38 / Lc 3,15-16.21-22)

 

O Filho Amado - A Luz das Nações - Batizados e Enviados a Iluminar o Mundo

 

Com a Festa do Batismo do Senhor, fica para trás a figura da Sagrada Família com o recém nascido em Belém e surge o Homem Jesus de Nazaré, no início de seu caminho missionário. O Batismo do Senhor encerra as festas do natal e já direciona o caminho litúrgico para o Tempo Comum, visto que no próximo Domingo já se celebra o Segundo do Tempo Comum.

 

No coração do Evangelho do Domingo se encontra o Batismo de Jesus, momento no qual sobre Ele vem o Espírito Santo e se ouve a voz que o identifica como o Filho Amado do Pai. A palavra do profeta Isaías, na Primeira Leitura, indica o Messias como Luz para todas as nações, Aquele que guiaria o povo de Deus em seu retorno para a Terra, passados os anos do Exílio da Babilônia. O Batismo de Jesus e a missão que Ele assume e inicia logo após o mesmo é prefiguração do que cada fiel cristão é chamado a viver, por meio do seu próprio Batismo.

 

O Evangelho apresenta o início da Missão pública de Jesus, mesmo que essa não seja mencionada, sabe-se que Ele deixa o Jordão, dirige-se para o deserto e depois encontra-se e chama os seus primeiros discípulos. No coração do texto do Evangelho, Jesus, logo após ter sido batizado, encontra-se em oração, momento de comunhão com o Pai, no qual, ouve-se uma voz vinda do céu: "Tu és meu Filho amado, em ti eu ponho todo o meu bem querer".

 

O coração, a fonte e a base da missão de Jesus encontram-se em sua relação de intimidade e amor com o Pai, no diálogo contínuo com Aquele que o enviou. Sendo assim, o espaço da oração é o lugar fecundo no qual, o próprio Jesus consegue perceber e compreender quais passos tomar e qual direção seguir. Todos os seus gestos de amor, misericórdia e compaixão lhe foram comunicados na relação íntima com o Pai. De modo que, em suas atitudes, palavras e ações é possível contemplar o rosto misericordioso do Pai, que o enviou e o acompanhou em toda a sua missão. O Messias esperado, o Filho aguardado, Aquele que a todos batizará com o Espírito Santo e com o Fogo é o Filho Amado do Pai, doado e oferto para a salvação da humanidade. Por meio Dele é que Deus salva, não somente com grandes eventos e maravilhosas manifestações, mas, com um amor capaz de vencer a morte e doar a vida.

 

Com o Evangelho do Domingo os olhos de todos deixam para trás a manjedoura, a luz da estrela, Maria e José que embalam o Menino Jesus, para serem direcionados para o Homem Jesus de Nazaré. Aquele que, por meio de uma vida marcada pelo amor e pelo cuidado com os pequenos e pobres, revelou o infinito Amor do Pai. Um caminho que o conduziu até à hora da cruz, na qual Ele revela totalmente o Amor de Deus, que o enviou e o conduziu durante toda a sua vida. O Filho Amado de Deus é o Salvador da humanidade, Aquele que, não somente comunicou a todos a verdade do Amor, mas, também a todos atraiu para a comunhão com o Pai.

 

A Primeira Leitura pertence ao grupo de leituras que costuma ser determinado como os "Cantos do Servo Sofredor". Esses que apresentam a figura misteriosa de um personagem que nunca é nominado, mas, sempre apresentado como sendo o Servo do Senhor. No caso do mundo bíblico, a figura do servo ganha grande importância, visto que grandes personagens, tais como Abraão, Moisés e Davi foram reconhecidos também como sendo servos do Altíssimo. No caso da Leitura de Isaías, o servo do Senhor seria o portador do direito e da justiça, que sempre estão unidos à salvação e a Lei de Deus que garante vida plena ao seu povo.

 

O Servo é portador da graça de Deus, reconhecido como a grande Luz para todas as nações, aquele que se colocaria ao lado dos pequenos e pobres. A sua palavra não foi corrompida e nem perdeu a sua força, pois ele não gritará e nem mesmo se imporá por meio da força. Ele se revelará aos pequenos e humildes, pois a sua força está baseada no fato de que ele se sente enviado pelo Senhor à proclamar a sua presença junto ao seu povo eleito. De fato, a sua intimidade com o Senhor é a garantia de que a sua missão será concluída e que ele a realizará segundo o desejo Daquele que o enviou. Pois foi o Senhor mesmo que o tornou Luz para todas as nações, por meio de sua graça o seu servo se tornará um grande sinal do cuidado divino, junto ao povo sofredor.

 

A Esperança de Israel estava baseada na expectativa da vinda do Messias, que manifestaria ao povo o cuidado, o amor e a ternura de Deus, principalmente juntos aos mais simples e pequenos. O Evangelho ressalta a intimidade de Jesus com o Pai, o seu messianismo que tem início nessa relação de amor e intimidade. Jesus decide percorrer a estrada dos homens como Luz para guiá-los até o Pai, de modo que os olhos de todos sejam iluminados por Aquele que é o Filho Amado de Deus. Ele é a Luz do mundo, capaz de iluminar a todos os que Dele se aproxima e a Ele acolhem. Conduzindo todos os homens e mulheres nos caminhos do Senhor, tornando-os seus discípulos e discípulas missionários, chamados a viverem o seu batismo, segundo as escolhas e opções do próprio Filho de Deus.

 

No Batismo do Senhor, a Igreja celebra a prefiguração e o modo como cada cristão e cristã são chamados a viverem o próprio batismo, como verdadeiros discípulos missionários de Jesus Cristo. De fato, Jesus, o Filho Amado do Pai, a Luz do mundo comunicou a todos o que do Pai recebeu, conduzindo todos os que Dele se aproximavam a Deus. Desse modo, cada batizado, que toma consciência mais profunda de seu batismo, une-se a Cristo em sua missão de levar a todos, os sinais do amor incansável do Pai. A fim de que todos ouçam em seus corações as palavras do Pai dirigidas à Jesus: "Tu és meu Filho muito Amado, em ti ponho o meu bem querer".

 

Somente por meio da vivência de uma profunda intimidade com o Senhor, que a todos revela o Pai, é que cada cristão se tornará um verdadeiro discípulo, capaz de dar razões concretas do Batismo que recebeu e da Fé que professa. De fato, o Senhor ouviu a voz do Pai em seu momento de oração e foi conduzido pelo Espírito Santo em sua missão, uma experiência que todos os cristãos são chamados a fazer. No coração de cada um deve ressoar a voz do Pai que chama e convida à comunhão, espaço no qual todos são formados e enviados.

 

O Batismo que cada um recebeu comporta um modo de vida e uma missão, pois, insere a cada um no Corpo de Cristo que é a Igreja. Desse modo, a Luz que ilumina os corações dos batizados deve ser comunicada por meio de uma vida marcada pelos valores do Evangelho. Sinal claro da presença de Cristo, o Filho Amado do Pai, Luz do mundo na vida de cada um. A missão é parte integrante do Batismo, ela é sinal da maturidade da Fé e da adesão ao Senhor, que a todos convida para a comunhão e envia como sinais de seu amor. De maneira especial, como indica a Primeira Leitura, sinais claros da misericórdia e do cuidado de Deus para com os pequenos e pobres, os excluídos e marginalizados.

 

Que a Celebração do Batismo do Senhor seja um momento propício para que todos acolham o Senhor, Aquele que comunica o amor misericordioso do Pai. A fim de que iluminados por sua Luz e fortalecidos com o dom do seu Espírito Santo, possam caminhar como seus discípulos e discípulas missionários. Sinais claros do amor misericordioso do Pai que a todos acolhe como filhos e filhas muito amados, enviados a proclamar a todos, principalmente aos pobres e excluídos o cuidado de Deus. 

 

Pe Andherson Franklin Lustoza de Souza

 

 

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