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21.12.2018

DICAS DE HOMILIA - Natal do Senhor Jesus

A Palavra se fez carne - A Luz que ilumina a todos - Todos são Filhos e Filhas de Deus

 

(Is 52,7-10 / Sl 97 / Hb 1,1-6 / Jo 1,1-18)

 

A Palavra se fez carne - A Luz que ilumina a todos - Todos são Filhos e Filhas de Deus

 

A Celebração do Santo Natal proclama a grande alegria da visita de Deus à humanidade, dissipando, com a Luz do Filho nascido em Belém, todas as trevas do mundo. No natal do Senhor, no coração dos homens são confirmadas as mais profundas esperanças, que encontram em Cristo um novo vigor e sustento. Deus visitou o seu povo e apagou do coração dos homens a dor e o sofrimento, iluminando os corações atribulados e cansados com a sua graça. No Evangelho proclamado descobre-se o desejo de Deus de assumir a humanidade, pois o seu Verbo Eterno se fez carne e habitou junto aos homens. Na face amorosa de Cristo, o Filho de Deus, todos são capazes de contemplar a Luz do Pai, seu amor e bondade sempre presentes. O que garante aos homens a mais profunda e inegociável verdade, todos são filhos e filhas de Deus, irmãos em Cristo, que nasceu no Natal.

        

A passagem do Quarto Evangelho proclamada no dia de Natal é o Prólogo do mesmo, nele encontra-se uma afirmação que mudou a história da humanidade e a iluminou: "E a Palavra se fez carne e habitou entre nós". Diante de verdade tão imensa, o silêncio da separação de Deus e a solidão humana são preenchidos por uma esperança, isto é, Deus veio habitar entre os seus filhos e filhas. Na verdade, o autor do Prólogo, mergulhado no mistério do nascimento do Filho de Deus, é envolvido na glória divina e descreve, de modo único a alegria que invade o seu espírito. O modo mais simples de compreender tão afirmação escrita em grego seria: A Palavra se fez carne e armou a sua tenda entre nós, isto é, Deus desejou morar entre os homens. Do mesmo modo, afirma também Paulo, em sua carta dirigida aos Filipenses, ao afirmar o mistério da Encarnação do Filho de Deus: "despojou-se, assumiu a condição de escravo, tornando-se semelhante aos homens" (Fl 2,7). Desse modo, ao entrar na história humana, Cristo escolhe nascer e é acolhido pelos pequenos e pobres, repousa nos braços de sua mãe junto aos perdidos da terra, coloca-se ao lado dos que fogem das ameaças dos poderosos do mundo, faz-se simples para atrair os mais simples. E, sendo achado em condição humana, torna-se o servo dos servos, levando até às últimas consequências a sua escolha de fidelidade ao Pai, entregando-se na cruz pela salvação da humanidade.

        

Ao entrar no mundo, a Palavra de Deus trouxe a sua luz, vida e graça, fazendo-se próximo dos homens, a fim de trilhar com eles os novos caminhos da salvação e vida nova. Diante das grandes questões humanas, dos silêncios intermináveis, das lutas diárias, muitas são as dúvidas, as dificuldades e os sofrimentos que cada um passa. A espera de uma palavra, de um alento e consolo sempre está presente no coração de cada homem e mulher dessa terra, um desejo de ver acolhida o seu pedido e ouvida a sua prece. Nesse tempo, no qual poucas são as palavras autênticas e verdadeiras, todos procuram junto à gruta de Belém um facho de luz, um olhar atento e um respiro de esperança, para continuar o caminho. Deus visitou os seus e é Cristo a Palavra do Pai feita carne, no qual todos os olhares são iluminados e as vidas recuperam o seu sentido mais profundo. É Ele, a Palavra encarnada, que comunica a vida nova e é capaz de tornar filhos e filhas de Deus todos os que o acolhem por meio da fé. Todos aqueles que a Ele se dirigem e são tocados por sua Luz experimentam a bondade e a misericórdia, a compaixão e a solidariedade de Deus que desejou habitar entre os seus. Ao contemplarem o Senhor, recém-nascido, embalado nos braços da Virgem, todos são chamados a reconhecer o Salvador, aquele que nasceu em meio aos pobres, para que neles pudesse habitar. Sendo assim, ainda hoje, encontra-o todo aquele que se coloca atento às vozes e às dores dos pequenos e pobres, dos que sofrem e são perseguidos, pois neles o Filho de Deus continua a caminhar nos caminhos do mundo.

        

Ainda no Prólogo do Quarto Evangelho, está presente a afirmação de uma grande verdade, isto é, que em Jesus Cristo todos recebem graça por graça, isto é, ele é o portador da novidade de Deus. Nele contemplamos a Luz que recebe do Pai, algo que ao longo de toda a Sua vida Ele demonstrou, seja por meio de suas Palavras, bem como, por todos as suas ações e escolhas. De fato, com o Seu nascimento, Jesus veio trazer aos homens a graça da Luz divina, o brilho do amor do pai que a todos alcança e consola, ilumina e fortalece. Todos já experimentaram, em algum momento da vida, a ausência da esperança, como uma tempestade que recai sobre as cabeças, roubando o horizonte e impedido de saber por onde se deve caminhar. Outras vezes, os caminhos da vida parecem difíceis e sem portas abertas, momentos nos quais o sofrimento e as dores da vida parecem ter a última palavra. Por isso, as vozes se elevam e pedem pela Luz, não uma luz que, de forma impiedosa julga e condena, mas ao contrário, uma Luz capaz de aquecer e iluminar os corações. Uma Luz capaz de promover a reconciliação consigo mesmo e com os irmãos, capaz de refazer os laços e construir pontes onde havia separação e distâncias.  Uma Luz capaz de incendiar os corações com um amor que transforma e liberta, que muda a história e a faz mais digna de ser vivida por todos, sem exceção. É Cristo essa Luz, é Ele a Luz verdadeira que ilumina a todo homem, capaz de transformar a treva mais espessa em dia luminoso. Ele que foi plantado no meio da história da humanidade, como o grande Dom do amor divino, que não cansa de ir na direção de seus filhos e filhas.  E é por meio dessa Luz que todos são convidados a viverem como verdadeiros irmãos, filhos e filhas do Pai que a todos ama igualmente.  

        

No Natal que Deus, por meio de Seu Filho, recolhe novamente, junto de Si, toda a humanidade, que é atraída pelo seu amor de Pai. Reunidos pelo amor do Pai, todos são chamados a celebrar a alegria de acolherem o Emanuel, Deus Conosco o Salvador, a fim de que todos, como irmãos e irmãs, celebrem a sua presença na acolhida de sua graça. Pois, assim fazendo, o sentido mais pleno do Natal se realiza, isto é, o de que cada um reconheça, no amor do Pai, um laço que a todos une indistintamente. Esse grande mistério da filiação divina, encontra-se descrito também no Prólogo do Quanto Evangelho proclamado no dia de Natal: "todos os que o receberam, deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus". Na verdade, diante do nascimento do Salvador, todos são chamados a contemplar a grandeza do amor de Deus, que oferece aos homens o seu Filho, a fim de que, Ele conduza a todos de volta ao seio do Pai. Chamados a experimentar um amor que rompe com os preconceitos e divisões, que a todos une e convida à comunhão, à partilha e á solidariedade. Enquanto houver sofrimento e dor, exclusão e miséria, fome e violência, aqueles que se recolhem diante da manjedoura, devem assumir, com alegria e coragem, a sua missão de levarem por onde forem o anúncio da grande novidade do Natal. Em Cristo, todos forram acolhidos pelo Pai, como filhos e filhas, irmãos Naquele que a todos salvou.  Sendo assim, para celebrar e vivenciar bem o Natal, faz-se necessário um mergulho profundo no mistério de Deus, isto é, acolher o Filho que a todos revela o Pai. Não somente indo ao presépio e encantando-se com as luzes, os personagens e o menino recém-nascido, mas, sobretudo, acolhendo-o na Fé e seguindo-o como seus discípulos missionários. Para que, terminada a celebração do Natal, todos os corações sejam marcados pela necessidade de viver como irmãos, filhos do mesmo Pai. De maneira especial, levando aos pequenos e pobres, aos aflitos e excluídos, a Luz da Verdade e do Amor de Cristo, que a todos acolhe como irmãos e irmãs.        

        

Que a celebração da Solenidade do Natal do Senhor traga aos corações a certeza de que ninguém caminha sozinho nessa terra pois o Deus escolheu habitar entre nós. Por meio do nascimento de Jesus, o Filho de Deus, todos contemplaram a Luz do Amor do Pai, sinal de sua graça e misericórdia. A fim de que todos se reconheçam como irmãos e irmãs, filhos e filhas do mesmo Pai, unidos no Cristo que nasceu no Natal. De modo que, por meio de homens e mulheres renovados por tal verdade, o mundo seja marcado pela solidariedade e compaixão, principalmente com os mais pobres e necessitados.  

 

Pe Andherson Franklin Lustoza de Souza

 

 

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