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O COMBATE DIÁRIO À OCIOSIDADE

Por Seminarista Ronald Aquino

 

 

O cenário pandêmico em que estamos praticamente nos obrigou a manter a quarentena. Difícil é, para nós, seres de interação, distanciarmo-nos das pessoas, ter pouco contato social. Não podemos negar que é uma medida necessária, afinal precisamos buscar proteger a nós e aos nossos irmãos. No entanto, além do risco de nos acostumarmos a evitar as pessoas, no aconchego de nossas casas podemos enfrentar um mal que nos impossibilita aproveitar quaisquer oportunidades, mesmo que de forma limitada: o ócio.

 

Nunca estivemos tão próximos da procrastinação, o deixar para depois. Nossas rotinas foram mudadas; muitas atividades, que preenchiam nosso dia, como trabalho, escola, faculdade, acabaram ficando de lado, e, com isso, temos a sensação de estar “à toa”. Procuramos, então, outras formas de suprir o tempo que parece estar vago, seja cozinhando, assistindo a algum filme ou série, praticando esportes, lendo... enfim, usando do tempo “a mais”. Enquanto, por um lado, encontramos modos de aproveitar nosso dia de forma saudável, por outro podemos correr o risco de nos deixarmos levar pelo não fazer nada e nos descuidarmos, até mesmo, das nossas necessidades pessoais.

 

“A ociosidade é inimiga da alma”, diz-nos São Bento (“Regra de São Bento” - RB, cap. 48, §1). A grande questão não é deixar de ter momentos de descanso, afinal as atuais informações e acontecimentos não dão trégua para que nossa mente consiga processar tudo e, consequentemente, precisamos parar algumas vezes para respirar e conseguirmos administrar o nosso tempo e o que fazemos com ele.

 

Esse é um mal que, ainda hoje, assola a sociedade, principalmente os mais jovens. São João Bosco chega a exclamar que tal desocupação é origem de todos os vícios, principalmente se ela afeta a vida espiritual. Quando paramos para refletir, podemos notar que grande parte das faltas que cometemos tem início quando estamos vagos, acomodados. O inimigo está sempre nos espreitando, esperando a ocasião certa para nos fazer cair (cf. I Pd 5, 8). Ora, se facilitamos sua influência sobre nós, relaxamos e ficamos suscetíveis a outros males ou (ocasiões de) pecados (SANTO INÁCIO DE LOYOLA, “Exercícios Espirituais”, §349), afastando-nos da presença de Cristo.

 

Nós somos criados para render glórias a Deus, já dizia Santo Inácio (“Exercícios Espirituais”, §23), e, em tudo, podemos honrá-Lo (cf. I Cor 10, 31), desde as mais simples e corriqueiras atividades até nossos momentos pessoais de oração. Precisamos resgatar o belo costume de priorizar nossa saúde espiritual, pois, assim, fortificados pela oração e pela graça de Deus (cf. Ef 3, 16), podemos enfrentar, em Cristo, os desafios de cada dia, sem nos deixar abater e vencer pelo descaso. Assim, se precisarmos escolher algum descanso, procuremos, somente, deleitar-nos na suma perfeição de Cristo (TOMÁS DE KEMPIS, “Imitação de Cristo”, III, cap. 21), elevar nossos corações a Ele, buscar seu auxílio, para melhor servi-Lo e para nosso próprio avanço em Sua intimidade e amizade.

 

“Orai sem cessar.”

I Tessalonicenses 5, 17 

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