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O Mistério do Reino

Por Seminarista Lucas Vieira Nicacio

 

 

Jesus, em sua vida, ensinou-nos muito sobre o Reino de Deus, sobre o Reino de seu Pai. Inúmeras vezes nos deparamos com parábolas que nos fazem refletir sobe isso, como as parábolas do Semeador, do joio, do grão de mostarda, do fermento, do tesouro, da pérola e da rede. Tantas parábolas que nos fazem conhecer o Reino e nos chamam a dedicar nossa vida a Ele.

 

Na parábola do semeador, Jesus começa sua pregação no barco e, em sua volta, a multidão que o ouvia. A parábola foca na semente. É nela que Jesus faz todo o seu ensinamento, e a semente representa a palavra de Deus. Jesus é o semeador bondoso, não esconde a semente de ninguém. Mesmo com toda a rejeição, Ele conseguia o sucesso, Ele sabia que a boa colheita viria. Sabemos que as resistências existem, mas a semente do Reino está destinada a produzir frutos. Com a parábola da justiça do reino aconteceu a mesma coisa que aconteceu com a parábola do semeador, o sucesso da colheita viria, passando, primeiro, pelo risco do fracasso. A única forma de compreendermos os Mistérios do Reino é nos tornando discípulos do Mestre. Só quem o aceita como o Messias é que reconhece, em sua prática, o projeto de Deus realizando-se.

 

Na parábola do joio no meio do trigo, continuamos a sequência da parábola do semeador, pois ela nos mostra a sociedade como um campo de possibilidades. O semeador cumpre o seu dever de semear. Com isso, podemos colocar o semeador como discípulo de Jesus, que semeia a palavra e a justiça de Deus. Mas, o joio, colocamos como nosso inimigo diário, que nos faz pecar e que acaba com o bom trabalho do semeador. Na intimidade com seus discípulos, Jesus explica a parábola e vem afirmar que “os injustos vão ranger os dentes de raiva e desespero, ao passo que os justos irão brilhar como o sol no Reino do Pai” (vv. 42-43). Mãos a obra, portanto, para que o Reino se manifeste mediante a prática da Justiça.

 

Na parábola do grão de mostarda, tem dois termos que são trabalhados, menor e maior. A menor de todas as sementes se torna a maior de todas as demais plantas, a ponto de abrigar, em seus ramos, os passarinhos. Um grão de mostarda, em um campo, é a síntese da pequenez dos inícios da justiça, que faz com que o Reino surja. Mas o grão de mostarda se torna o maior de sua espécie e os pássaros aninham na árvore do Reino, encontrando vida e segurança.

 

A parábola do fermento contrapõe o pouco ao muito. O punhado de fermento é insignificante diante de tanta farinha. O fermento some no meio dela, mas a transforma completamente. Assim é a justiça que faz surgir o Reino, afirma Jesus. A justiça do Reino de Deus tem um poder revolucionário. Fazer o pão, naquela época, era trabalho das pessoas simples e o pão era o alimento diário. O Reino de Deus é confiado aos pequenos, pobres e marginalizados pela sociedade, e devemos ter o compromisso diário com essas pessoas que são o Reino de Deus.

 

O Reino de Deus é dom gratuito, manifestado pela graça de Jesus. Para termos o Reino, devemos ter nosso discernimento na palavra e na vida de Jesus. Quando Jesus fala da rede lançada ao mar, prolonga a parábola do joio no trigo. Na sociedade vivem “Peixes bons” e “Peixes ruins”. Quem irá lançar a rede é Deus e somente a Ele compete a triagem. Por isso, devemos ser perseverantes no discernimento e na opção definitiva pelo Reino da justiça. A insistência de Jesus no V. 51 − “Vocês compreenderam tudo isso?” − não basta somente entender, mas sim colocar em prática. Não basta somente compreender as parábolas de Jesus, mas também levar consigo e assumir o Reino de Deus. O Reino só se constrói à medida que formos filhos no filho, à medida que empregarmos a nossa vida Nele e por Ele.

 

Assim é que seremos salvos pelo amor ao Reino. Devemos fazer de nossa vida um compromisso com o Mestre, pela causa da justiça com os que mais precisam, pela nossa sociedade que vive na miséria. Lembremo-nos do tema da campanha da fraternidade deste ano − “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso”. Temos de assumir esse compromisso, pois, assim, seremos verdadeiros discípulos de Jesus.

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