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“Ver” como Cristo “viu”

Por Pe. Ronaldo Borel de Freitas

 

 

Vivemos tempos difíceis. Tudo é passível de mudança. Tudo parece instável e, por sua vez, aquilo que antes era sólido pode modificar-se a qualquer momento. Estamos mergulhados numa correria frenética e essa promove rápidas mudanças que afetam, sobretudo, a forma como nos relacionamos com as coisas e pessoas. O risco do descarte é iminente. Até as amizades ganharam tal característica no que compreende as relações em nível tecnológico. Se você me desaponta ou se eu discordo de você o que faço é deletá-lo, excluí-lo do meu perfil. Afinal, tenho tantas outras “amizades”! caso Se essas criam alguma situação desconfortável, basta um clique e resolvo essa pendência. Parece estranho? Não! Absolutamente, é muito estranho!

 

A vida e o viver são, de fato, complexos! Muitas vezes, é difícil caminhar em meio a tantas incertezas, inseguranças, instabilidade. Contudo, se há esperança em Deus, se acreditamos na força do Cristo Ressuscitado, jamais perderemos a esperança e continuaremos firmes, pois estaremos alicerçados no amor de Deus por nós. Jesus caminha ao nosso lado, Ele é a fonte de nossa esperança. Essa esperança deve nos mover, tirar-nos de nossa condição muitas vezes de pessoas estáticas, imóveis que esperam tudo acontecer. É preciso cultivar uma esperança em movimento. Nesse sentido, sair do comodismo é urgente e, assim, colocar-se como protagonista da esperança.

 

A dinamicidade da vida deve provocar-nos um olhar diferenciado. Há de se cuidar da forma como olhamos a vida. Nosso olhar parece viciado em identificar somente as imperfeições das coisas e do próximo; que pena, é lamentável. É preciso educar nosso olhar a fim de que esse possa enxergar as belezas do cotidiano. Noutras palavras: é olhar além do aparente! O olhar raso, superficial, inconsistente empobrece a vida. Um olhar que sai à caça das imperfeições não agrada a Deus, até mesmo porque só Ele é perfeição. Não se trata de uma negação dos erros, das falhas, mas se não há nada de bom a ser observado, este olhar precisa ser transformado.

 

O olhar de Jesus traz em si uma força transformadora. Jesus viu de perto as imperfeições da humanidade. Inclusive, chamou homens com atitudes imperfeitas propondo aos mesmos mudança de vida. Mas quis contar com aqueles que não eram homens perfeitos, o que nos faz crer que o olhar de Jesus ultrapassa as imperfeiçoes, os defeitos e vê a pessoa. Não se limita a enxergar somente o que não é bom, mas entrevê o bem que pode ser realizado no futuro. Não se detém somente nas aparências, mas vê o coração da pessoa.

 

Nosso olhar revela quem somos. Enxergamos aquilo de que nosso interior está transbordando. Por isso, faz-se necessário avaliar o que ando enxergando. Também, colocar-se como aprendiz de Nosso Senhor Jesus Cristo e do Seu olhar profundamente transformador. No que diz respeito ao modo do olhar de Jesus, o Papa Francisco afirma: “o olhar de Jesus sempre nos levanta. Um olhar que nos leva para cima, que jamais nos abandona. Jamais humilha. Convida a levantar-se. Um olhar que leva a crescer, a ir avante, que encoraja, porque nos quer bem”.

 

Peçamos ao Senhor a graça de saber olhar com sabedoria as realidades diversas da vida, identificando, sobretudo, as maravilhas que Ele mesmo realiza e saibamos cultivar um olhar necessariamente misericordioso.

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