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É POSSÍVEL BUSCAR A SANTIDADE NO MUNDO ATUAL?

Por Seminarista Fernando Acácio de Oliveira

 

 

Um dos maiores desafios ao cristão nos dias atuais é buscar a santificação. A tendência de muitas pessoas no século vinte e um tem sido amenizar as exigências de uma vida santa e inventar um plano mais fácil. A noção de santidade por muitas vezes refletida na sociedade é diferente daquilo que Jesus ensinava, que até repelia os discípulos, dizendo-lhes as condições estritas de um caminho de santificação daqueles que Ele chamava. Contudo, ter uma vida santa, em especial a todo batizado é imprescindível. Não é opcional. Devemos deixar Deus nos santificar, pois esta é a forma de nos prepararmos para uma maturidade na fé no cotidiano da vida. Daí a pergunta: É possível buscar santidade no mundo atual?

 

Com fundamentos na Exortação Apostólica Gaudete et exsultate, (Alegrai-vos e exultai) sobre o “chamado à santidade no mundo atual”, Exortação de cinco capítulos e 177 parágrafos, o Papa Francisco nos convida a sermos santos hoje. O Papa explica que a santidade não é um chamado para poucos, mas um caminho para todos, ou seja, é possível fazer um caminho de santidade em nossos tempos.

 

Na Exortação, o Papa Francisco repete várias vezes que não devemos temer em trilhar este caminho: “não tenhas medo da santidade. Não te tirará forças, nem vida nem alegria. Muito pelo contrário, porque chegarás a ser o que o Pai pensou quando te criou e serás fiel ao teu próprio ser. Depende d’Ele libertar-nos das escravidões e levar-nos a reconhecer a nossa dignidade” (nº 32). Todos somos chamados a ser santos, vivendo com amor e dando testemunho nas ocupações de cada dia, onde cada um se encontra.

 

Neste sentido, o Santo Padre chama a atenção “para duas falsificações da santidade que poderiam extraviar-nos: o gnosticismo e o pelagianismo (nº 35). São duas formas de segurança doutrinária que dão origem “a um elitismo narcisista e autoritário, onde, em vez de evangelizar, se analisam e classificam os demais e, em vez de facilitar o acesso à graça, consomem-se as energias a controlar” (nº 35s). O Papa adverte que podemos encontrar estas atitudes dentro da própria Igreja, e “é típico dos gnósticos crer que eles, com as suas explicações, podem tornar perfeitamente compreensível toda a fé e todo o Evangelho” (nº 39), sendo que é típico dos pelagianos colocar na vontade egoísta o esforço de alcançar a graça de Deus e “no fundo só confiam nas suas próprias forças e sente-se superior aos outros” (nº 49).

 

Referindo-se às Bem-Aventuranças, o Papa Francisco mostra oito caminhos de santidade, colocando as bem-aventuranças (Mt 5, 3-12; Lc 6, 20-23) no centro como “a carteira de identidade do cristão” (nº 63), e oferece pautas para viver estas recomendações de Jesus nos dias de hoje. “Nelas está delineado o rosto do Mestre, que somos chamados a deixar transparecer no dia-a-dia da nossa vida” (nº 63ss). Faz uma ligação com as obras de misericórdia do capítulo 25 de Mateus, no qual o Papa chama de “a grande regra de comportamento” (nº 95), declarando felizes a todos aqueles que agem com misericórdia.

 

Assim, na luta contra o mal, os cristãos não devem se desesperar. O cristianismo cultiva uma confiança de maturidade: não acredita que as forças negativas e desagregadoras possam predominar. A última palavra sobre a história do homem não é o ódio, não é a morte, não é a guerra. Em cada momento da vida somos ajudados pela mão de Deus.

 

Mas alguns ainda poderão perguntar: “Mas é possível ser santo na vida todos os dias?”. Sim, é possível. Entendamos isto claramente. Mas é necessário fazer um caminho de santidade. O Papa Francisco repassa as características indispensáveis para entender o estilo de vida da santidade: perseverança, paciência e mansidão, alegria e senso de humor, audácia e fervor; e por fim, nos convida ao combate contra o maligno que, escreve ele, não é um mito, mas um ser pessoal que nos atormenta. Aquele mesmo que batizado, que até participa fielmente das pastorais em nossas comunidades, mas que não busca um estilo de vida mais santa, não está fazendo um processo de transformação interior. Trilhar um caminho de santidade é um compromisso sério, determinado, de honestidade consigo mesmo.

 

A urgência da santidade está expressa em nosso cotidiano da vida. Jesus Cristo é a manifestação radical e definitiva do amor de Deus por nós. Mas para que esse amor de Deus se torne comunhão, mistério de aliança vivida, temos de nos abrir diariamente a graça de Deus, desejá-lo no íntimo do nosso ser, mudar em nós aquelas atitudes que dificultam ou mesmo impedem uma vida santa. Vamos fazer um verdadeiro exame de consciência. Reexaminar nossas atitudes e buscar de coração aberto um verdadeiro arrependimento de nossos pecados e que o Senhor conceda a todos nós a esperança de sermos santos.

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