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LITURGIA - FONTE DA CATEQUESE

Por Seminarista Cristian Vieira

 

 

Queridos catequistas de nossa Diocese de Cachoeiro de Itapemirim. Somos agraciados por Deus, pois na nossa pobreza, Ele se manifestou a nós – o seu povo – seu desígnio de amor, fazendo-se homem como nós, menos no pecado, a fim de que todos o conheçam e sejam seus seguidores e deixou-nos um legado, uma missão a cumprir: “Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos” (cf. Mt 28, 19).

 

O discipulado inicia-se com o Batismo, pelo qual somos incorporados ao Corpo místico de Cristo, donde Ele é a cabeça e nós somos os membros deste corpo (cf. 1 Cor 12,27). Para isso, o fiel deve buscar este caminho de discipulado, percorrendo o caminho da fé, aprendendo com Jesus. Assim, o Documento de Aparecida nos diz: “A Iniciação Cristã, que inclui o querigma, é a maneira prática de colocar alguém em contato com Jesus Cristo e introduzi-lo no discipulado” (DA 288), nesta escola, o discípulo celebrará o centro de nossa fé, o Mistério Pascal – coração do cristianismo.

 

Para que este percurso possa ser bem-sucedido, catequese e liturgia devem estarem integradas, conforme diz o documento Catequese Renovada “[…] a Liturgia é fonte inesgotável da Catequese. Nela se encontram a ação santificadora de Deus e a expressão orante da fé da comunidade. As celebrações litúrgicas, com a riqueza de suas palavras e ações, mensagens e sinais, podem ser consideradas como uma Catequese em ato. Mas, por sua vez, para serem bem compreendidas e participadas, as celebrações litúrgicas ou sacramentais exigem uma Catequese de preparação ou de iniciação” (CR 89), caso contrário, a catequese, sem a liturgia, esvazia-se da dimensão do Mistério e reduz-se a um amontoado de ensinamentos e teorias sobre Deus e a Igreja, até bonitos, talvez, mas sem qualquer significado mais profundo para a vida. Por outro lado, a liturgia, sem a catequese, é carente do sentido do conteúdo da fé, que se consolida no aprofundamento da mensagem cristã, o que a catequese assume como missão própria (cf. PAIVA, Vanildo de. Catequese e liturgia: duas faces do mesmo Mistério. São Paulo: Paulus, 2008, p. 7).

 

A catequese litúrgica, visa introduzir no mistério de Cristo, por isso, ela deve ser mistagógica, ou seja, deve conduzir ao mistério. Está intrinsecamente ligada a toda ação litúrgica e sacramental, pois é nos sacramentos, e sobretudo na Eucaristia, que Cristo Jesus age em plenitude para a transformação dos homens. A catequese como caminho de fé e iniciação na vida eclesial, tem outrossim, a tarefa mistagógica de iniciar aos mistérios celebrados, a fim de que os ritos, a celebração cristã seja expressão de uma caminhada de fé que garanta sua verdade e autenticidade. Pois, quanto mais uma comunidade de fé amadurece na fé, tanto mais vive o seu culto em espírito e verdade (Jo 4,23) nas celebrações litúrgicas, especialmente na Eucaristia. A Catequese deve estar a serviço de uma participação ativa, consciente e autêntica na liturgia da Igreja, não só ilustrando o significado dos ritos, mas educando os fiéis para a oração, o agradecimento, a penitência, o pedido confiante, o senso comunitário, a linguagem simbólica, todas estas coisas necessárias a uma verdadeira vida litúrgica (Diretório Geral da Catequese, 25).

 

A Catequese é o melhor momento formativo para aprender a celebrar celebrando. Pois Liturgia e Catequese devem caminhar de mãos dadas. Claro que uma não se confunde com a outra, mas em ambas existem espaços que se inter-relacionam. O documento Catequese Renovada nos apresenta belos exemplos de como essa interação se dá: “a Liturgia, com sua peculiar organização do tempo (domingos, períodos litúrgicos como Advento, Natal, Quaresma, Páscoa etc.) pode e deve ser ocasião privilegiada de Catequese, abrindo novas perspectivas para o crescimento da fé, através de orações, reflexão, imitação dos santos, e descoberta não só intelectual, mas também sensível e estética dos valores e das expressões da vida cristã” (CR, 90).

 

Neste sentido, a Liturgia é fonte da catequese, pois é por meio dela que emana toda a nossa vivência cristã. “Na liturgia Deus fala a seu povo, Cristo ainda anuncia o Evangelho e o povo responde a Deus com cânticos e orações” (SC 33): ela, ao realizar sua missão, torna-se uma educação permanente da fé. A proclamação da Palavra, a homilia, as orações, os ritos sacramentais, a vivência do ano litúrgico e as festas são verdadeiros momentos de educação e crescimento na fé. A liturgia é fonte inesgotável da catequese, não só pela riqueza de seu conteúdo, mas pela sua natureza de síntese e cume da vida cristã (SC 10; CR 89).

 

Peçamos a São Pedro, nosso patrono diocesano que nos ensine a seguir de perto o Cristo Jesus, Nosso Senhor e Salvador, amando, testemunhando e celebrando-O, colocando-nos como fiéis anunciadores do seu Reino, pois como diz São Paulo: “Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho” (1 Cor 9,16).

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