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EVANGELIZAÇÃO, CATEQUESE E LITURGIA

Por Seminarista Cristian Vieira

 

 

“Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei”

(cf. Mt 28,19-20a).

 

Queridos irmãos e irmãs, Liturgia e Catequese são dois aspectos essenciais da vida da Igreja, são com elas que todo fiel se prepara para trilhar um caminho com o Senhor e por meio dos sacramentos, temos o Batismo - porta de entrada para este grande mistério, “porta da vida e do Reino” (RICA, 3) para que, mergulhado neste sacramento possa o fiel no decorrer de sua vida alcançar a vida eterna.

 

Liturgia e catequese são um encontro com a vida, é por meio delas que o fiel mergulha no mistério, por ora, acolhendo este anúncio (catequese), para poder celebrar com a Igreja (Liturgia) a comunhão entre Deus e os homens por meio de Jesus Cristo. “A liturgia é o ápice para o qual tende a ação da Igreja, e ao mesmo tempo é a fonte donde emana toda a sua força. Ela é, portanto, o lugar privilegiado da catequese do povo de Deus. A catequese está intrinsecamente ligada a toda ação litúrgica e sacramental, pois é nos sacramentos, e sobretudo na Eucaristia, que Cristo Jesus age em plenitude para a transformação dos homens” (CIgC 1074).

 

Os verdadeiros sujeitos da liturgia e dos sacramentos são os batizados e a fé vem pela evangelização e pela catequese, é evidente que, de uma forma ou de outra, ambas são necessárias num momento prévio à celebração. Daí que a Igreja tenha afirmado sempre que “os sacramentos supõem a fé” (cf. SC 59). E o Catecismo nos recorda que na missão de Cristo (Mt 28,19) de batizar está implicada a própria evangelização: “A missão de batizar, portanto missão sacramental, está implicada na missão de evangelizar porque o sacramento é preparado pela Palavra de Deus e pela fé que é consentimento a essa Palavra” (BORÓBIO, 2003, p. 84).

 

Assim, a evangelização primeira condiz em apresentar o anúncio da Boa Notícia do Reino, ou seja, apresentar a Jesus a todas as nações, “ensinando-as a observar” os preceitos do Senhor como tem sido feito de geração em geração, desde o período apostólico. Essa evangelização primeira se dirige sobretudo aos não-crentes e não-batizados, e também, mesmo aos que foram batizados, mas não chegaram ainda a serem verdadeiras testemunhas de Cristo.

 

Com esta evangelização primeira, a catequese possibilita avançar e crescer na conversão, na fé, na experiência do mistério e na consciência de pertença à comunidade eclesial, conforme argumenta Boróbio (2003, p. 85). A catequese promove e faz amadurecer essa conversão inicial, educando na fé o fiel convertido e incorporando-o na comunidade cristã. Neste sentido, o catecumenato – “formação à vida cristã integral (...) pela qual os discípulos são unidos a Cristo, seu mestre” -, é um desejo da Igreja, afim de que seus filhos e filhas tenham um verdadeiro encontro com o Senhor, trilhando com Ele um caminho, um itinerário.

 

Toda pessoa que segue Jesus anuncia a beleza e a alegria profunda de viver como Cristo viveu. Sim, “anunciar Cristo significa mostrar que crer nele e segui-lo não é algo apenas verdadeiro e justo, mas também belo, capaz de cumular a vida de um novo esplendor e de uma alegria profunda, mesmo no meio das provações” (Doc. CNBB, 107).

 

Dessa forma, tanto aquele que será evangelizado, quanto o que já o é, precisam estarem abertos a graça de Deus que por meio da liturgia são evangelizados permanentemente, educando e aprofundando-se na fé da Igreja.  A catequese então tem papel primordial quanto a educação e aprofundamento da fé, pois conforme afirma o Diretório geral para a catequese (n. 85), “a catequese, além de propiciar o significado da liturgia e dos sacramentos, deve educar os discípulos de Jesus Cristo para a oração, a ação de graças, a penitência, a oração confiante, o sentido comunitário, a percepção correta do significado dos símbolos”.

 

A liturgia não somente inicia a catequese, mas também é um de seus conteúdos fundamentais, e a catequese, segundo Boróbio (2003, p. 86) deve integrar em sua dinâmica um momento litúrgico, isto é, um tempo dedicado à oração ou à meditação, ao sinal ou ao símbolo, à memória do celebrado ou à preparação do que vai se celebrar. Desse modo, toda catequese adquire também uma dimensão litúrgica.

 

Sigamos este mandato do Senhor: “Ide...e fazei que todas as nações se tornem discípulos” (cf. Mt 28,19), introduzindo-as no mistério de Cristo, para que todos os povos possam celebrar o nosso Deus e cantar “salmos ao nome do altíssimo, com alegria aclamar seu amor, sua glória, bondade e poder”.

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